Menu
Futebol

São Paulo x São Caetano: melhor defesa x artilheiro

Arquivo Geral

14/04/2007 0h00

Um confronto de chatos na semifinal. De um lado, o rabugento Muricy Ramalho e a melhor defesa do Paulistão (14 gols sofridos). Do outro, Somália, um dos artilheiros da fase de classificação com 12 gols, e o São Caetano, time que adquiriu fama de ‘encardido’ na última década, período em que se especializou em aprontar surpresas para os grandes do futebol nacional.

Dono de um elenco vistoso, o São Paulo espera fazer valer a lógica e eliminar o adversário do ABC, que, em 2007, contratou mais de dez jogadores vindos de times que disputaram a Série B e a Série C no ano passado. Neste domingo, às 16 horas, no Pacaembu, a semifinal começa a ser decidida. O jogo de volta está marcado para sábado, dia 21, no Morumbi. O Tricolor tem a vantagem de jogar por dois empates.

Mesmo colocando em campo um time simples e com poucos nomes conhecidos da grande mídia, o Azulão conta com um melhor retrospecto no confronto direto em campeonatos regionais. Já derrotou o time do Morumbi na fase de classificação deste ano e agora soma três vitórias contra duas derrotas em um total de cinco confrontos em toda a história do Paulistão.

“O São Caetano é mesmo chato: nunca deixa o adversário jogar, incomoda bastante na marcação. Já o Somália é um ótimo finalizador, sabe fazer gols e merece um cuidado especial. Ele merece uma atenção dobrada, principalmente pelo momento que vive. Vamos fazer de tudo para que ele não faça gols”, assegurou o são-paulino Josué, que conhece o centroavante do Azulão desde os tempos em que ambos atuavam pelo Goiás.

A opinião do volante são-paulino não é compartilhada pelo técnico Muricy Ramalho. Responsável pelo único título de expressão do Azulão, o Paulista de 2004, o treinador conhece os bastidores no ABC e exige atenção total. “Não é só o Somália. O São Caetano é um conjunto, ele faz parte de um time e precisamos ter cuidado com todos”, avalia.

Pelo menos em um assunto há consenso no Morumbi: a história da única derrota sofrida na fase de classificação não se repetirá agora na reta final. Tudo porque o Tricolor vem completo a campo e a motivação para uma decisão é sempre maior. Procurando ignorar a reputação de técnico chato adquirida nos últimos anos, Muricy Ramalho quer conquistar seu primeiro regional como técnico do São Paulo – foi vice em 2006 e, antes disso, venceu cinco campeonatos estaduais seguidos.

“Não é da conta de ninguém se estou irritado. Sou um cara muito feliz, mas não fico dando cambalhota de felicidade por aí. O problema é que não sou uma pessoa meiga. Falo o que penso, não bajulo ninguém, não gosto que me bajulem, e sou sincero sempre”, destaca o treinador, sempre carrancudo.

Dorival Júnior, técnico do São Caetano, é amigo de Muricy Ramalho há anos e acredita que seu rival deste domingo foi ficando mais tenso e intransigente com o passar dos anos. Apesar do bom relacionamento, o comandante do time do ABC fez questão de jogar o peso do favoritismo todo sobre os ombros tricolores.

“Acreditamos em nosso potencial, mas não podemos fugir da realidade. Vamos entrar neste jogo reconhecendo totalmente a capacidade do São Paulo, que tem um time de craques. Eles são melhores tecnicamente, mas nós vamos buscar a superação”, disse Dorival Júnior.

Menos cauteloso, Somália espera levar a melhor no embate com a melhor defesa da competição. “Com dois ou três zagueiros, o São Paulo está sempre bem-postado lá atrás. São jogadores altos e com muita disciplina tática. Teremos de aumentar a nossa movimentação para surpreendê-los”, opinou o artilheiro do time do ABC.

Quando o assunto é balançar as redes, a situação do Tricolor é contraditória. A equipe marcou 41 gols em 19 jogos na fase de classificação, o segundo melhor ataque da competição. O centroavante Aloísio, no entanto, segue vivendo um jejum de 13 jogos sem marcar gols.

“A gente não esquenta a cabeça com isso. Acho que nosso esquema tático facilita mais para mim e para o Souza, que chegamos de trás como surpresa. Eu torço para que o Aloísio possa continuar dando assistências e fazendo bem o pivô. Na hora certa, sei que ele também voltará a deixar sua marca”, disse o atacante Leandro, que tem quatro gols na temporada, três deles no Paulistão.

FICHA TÉCNICA – SÃO CAETANO x SÃO PAULO

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 15 de abril de 2005, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Paulo César de Oliveira
Assistentes: Vicente Romano Neto e Giovani César Canzian

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Reasco (Ilsinho), Alex Silva, Miranda e Jadílson; Josué, Fredson (Richarlyson), Souza e Hugo; Leandro e Aloísio
Técnico: Muricy Ramalho

SÃO CAETANO: Luiz; Paulo Sérgio, Maurício, Thiago e Triguinho; Luis Alberto, Glaydson, Canindé e Douglas; Somália e Luiz Henrique
Técnico: Dorival Júnior

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado