O São Paulo, aliás, decidiu a competição sete vezes. Em duas delas, nos anos de 1993 e 2000, sagrou-se campeão. No primeiro título, bateu o rival Corinthians na final e ainda revelou jogadores como o meia Jamelli e o atacante Catê, além do goleiro Rogério Ceni, que defende os profissionais do Tricolor com destaque até hoje.
Antes de confirmar a conquista inédita, porém, o São Paulo disputou duas finais sem sucesso. Em 1981 acabou derrotado pela Ponte Preta, enquanto em 1992 o carrasco foi o Vasco da Gama. Depois do título em 93, o time do Morumbi ainda disputou a final do ano seguinte, quando acabou derrotado pelo Guarani.
Passada a geração de Ceni, Jamelli, Pavão e Mona, que veio a conquistar a Copa Conmebol em 1994 defendendo o chamado Expressinho, o São Paulo passou por um longo jejum na Copinha. Somente em 2000 é que o Tricolorzinho voltou a disputar uma final, superando o Juventus-SP na decisão e conquistando pela segunda vez o título do torneio. Nesta segunda conquista, entretanto, as revelações não estouraram como no primeiro título.
Sete anos depois, apenas Julio Baptista, Fábio Simplício e Kaká (reserva na época) ainda aparecem com destaque atuando por Arsenal (Inglaterra), Palermo (Itália) e Milan (Itália), respectivamente. Depois disso, o São Paulo também chegou a duas finais, ambas com derrota: contra o Roma Barueri em 2001 e Corinthians em 2004. Nestas, as revelações que ganharam destaque foram ainda mais escassas.
Agora, contra o Cruzeiro, o treinador Marcos Vizolli acredita que as duas equipes começarão o duelo em condições iguais. “Numa decisão única, como a desta quinta, chega a ser leviano apontar qualquer tipo de favoritismo. Um time pode ir bem em alguns lances e ser derrotado. Por isso, o mais importante é ser equilibrado, evitar qualquer euforia e saber a hora certa de atacar”, apostou.
O Cruzeiro, por outro lado, busca o título da Copa São Paulo pela primeira vez neste ano. Nas outras duas oportunidades em que chegou a decisão, porém, acabou derrotado. Em 1996 o time celeste perdeu para o rival América-MG, enquanto em 2002 foi batido pela Portuguesa de Desportos.
Por isso, os jogadores da Raposa não conseguem esconder a animação pela decisão e consideram que, dessa vez, a taça não vai escapar das mãos da Raposa. “Acho que não falta nada para o Cruzeiro ser campeão. Temos que ter a mesma união que tivemos até aqui, sempre com respeito ao adversário”, analisou o atacante Guilherme, principal destaque da equipe no torneio e recém-incorporado ao elenco profissional para o restante da temporada.
Para a finalíssima, porém, as duas equipes têm desfalques. O técnico do Cruzeiro, Enderson Moreira, não poderá contar com o meia Pablo, expulso contra o São Bernardo. Simões deve ser seu substituto. Já o São Paulo não terá Sergio Motta, autor de cinco gols do time na competição. O atacante levou o segundo cartão amarelo e cumpre suspensão automática. Para a vaga, Léo Gonçalves e Bruno César são os favoritos.