Já classificado para as semifinais, o Peixe totaliza agora 44 pontos, contra 40 do Tricolor, que venceu o clássico com o Palmeiras. A Macaca está no oitavo lugar com 26. Na penúltima rodada do Paulistão, o Santos visitará o Noroeste em Bauru, enquanto a Ponte Preta, também fora de casa, enfrentará o Marília.
Antes de pensar em superar definitivamente o São Paulo na tabela do Estadual, o Santos tentará confirmar a primeira colocação do grupo 8 da Copa Libertadores da América. Com 100% de aproveitamento na competição continental, o Peixe jogará contra o Defensor Sporting quinta-feira, no Uruguai.
Jogando com um time misto, o Santos equilibrou o início de partida em Campinas, e não demorou muito para abrir o placar. Aos 12 minutos do primeiro tempo, Rodrigo Tabata recebeu passe de Jonas e bateu cruzado, da esquerda, acertando o canto do goleiro Aranha: 1 a 0.
Mas o Santos estagnou na jogada do gol. Apoiada por sua torcida, a Ponte Preta cresceu em campo, passando a acuar o time visitante. O lateral-esquerdo Kléber e o zagueiro Adaílton salvaram o Peixe em cima da linha após bolas vindas de escanteio, em um chute de primeira de Roger e em uma cabeçada de Finazzi.
Da dupla de ataque da Ponte Preta, quem mais aparecia era Roger, porém faltava precisão ao jogador na maioria das vezes. Quando ele acertava o pé, esbarrava no goleiro Fábio Costa, ou antes na bem postada defesa adversária. Já o Peixe, mais apático, continuava em ritmo lento.
Aos 40 minutos, ninguém conseguiu evitar o gol de empate da Macaca. Em cobrança de falta, Roger novamente não chutou muito bem, mas, desta vez, levou sorte no lance. A bola forte, no meio da barreira, desviou em Gabriel e enganou Fábio Costa. Tudo igual no estádio Moisés Lucarelli.
No intervalo, o técnico Wanderley Luxemburgo entrou em ação e mudou o panorama da partida. Ele substituiu Leonardo e Pedrinho por Rodrigo Souto e Marcos Aurélio, voltando ao esquema tático 4-4-2. Com um zagueiro a menos e mais dois titulares absolutos, o Peixe passou a dominar as ações em Campinas.
As alterações do Santos também refletiram no placar. Aos 14 minutos do segundo tempo, quando a Ponte Preta já estava com Castor no lugar de André Cunha, Rodrigo Tabata cruzou da esquerda e o jovem Marcelo, sozinho na segunda trave, cabeceou para as redes, recolocando o Peixe à frente da Macaca.
Desta vez, o Santos não perdeu fôlego após o gol – ao contrário, o inspirado Tabata quase marcou mais um em seguida. Mas não demorou muito para sofrer o empate. Aos 22, após cobrança de escanteio, Kléber afastou mal e a bola sobrou para Finazzi, que só teve o trabalho de empurrar para as redes.
Apesar de a Ponte Preta se esforçar e pressionar o Santos, principalmente através de jogadas aéreas, foi a técnica equipe de Luxemburgo quem conseguiu fazer a diferença no final da partida. O goleiro Aranha cometeu pênalti no rápido Marcos Aurélio aos 34. O artilheiro Cléber Santana cobrou e conferiu.
E ainda havia tempo para transformar o placar apertado em goleada. Aos 42, o jovem Moraes, que havia substituído Jonas, aproveitou contra-ataque veloz, tabelou com Marcos Aurélio, e fez o quarto do Santos na partida. Como se não bastasse a campanha do Peixe, a torcida do Santos pôde gritar “eliminado” para mais um rival.