“Assim como os outros times sul-americanos, os uruguaios gostam mesmo de provocar, de todas as formas. Na Libertadores, então, isso é normal. Mas a gente não pode entrar na deles para não prejudicar o trabalho de toda uma temporada”, alertou o atacante Rodrigo Tiuí, em discurso repetido por seus companheiros.
Artilheiro do Santos na temporada, o meia Cléber Santana prevê não apenas provocações por parte dos jogadores do Defensor Sporting, mas também muita marcação. “As equipes uruguaias são assim, como as argentinas. Para furar esse bloqueio, teremos que trabalhar bem a bola”, disse o jogador, que é vinculado ao uruguaio Rentistas, do empresário Juan Figger. Ele nunca defendeu essa equipe, mas já a enfrentou em amistoso com o Vitória, em 2004.
A experiência internacional mais recente dos atletas do Santos, no entanto, é a que melhor serve de lição para a maioria do elenco. As duas partidas contra o Blooming, da Bolívia, pela fase classificatória da Libertadores, trouxeram bagagem ao grupo, segundo o veterano Antônio Carlos.
Para o zagueiro do Peixe, o time aprendeu principalmente que a arbitragem do torneio sul-americano é menos rígida que a dos brasileiros. “Espero que o juiz consiga coibir as jogadas violentas desta vez. Já falamos bastante sobre isso, mas no jogo contra o Blooming eles distribuíram muita pancada. Agora, todos já sabem o que acontece dentro da Libertadores”, comentou. Além de descobrir na prática a diferença de critérios, os jogadores do Santos receberam uma palestra sobre o assunto do ex-árbitro Oscar Roberto de Godoy, atualmente comentarista da TV Record.
Superando o Defensor Sporting e suas eventuais provocações, marcação cerrada e arbitragem complacente, o Santos atinge a liderança isolada do grupo 8 da Libertadores. “Como todo respeito por eles, a vitória é fundamental para nós e vamos fazer tudo para consegui-la”, prometeu o volante Rodrigo Souto.
< !-- /hotwords -- >