O resumo da temporada do Santos foi brilhante. Sensação do futebol brasileiro, o time conquistou o Campeonato Paulista e a Copa Libertadores. Na ultima exibição de 2011, no entanto, perdeu de goleada para o Barcelona e se contentou com o vice-campeonato mundial no Japão. Ainda que tenha sido para a melhor equipe da atualidade, a derrota deixa a virada de ano em baixa, embora ninguém admita.
“Para o time que perdemos, não vai haver impacto nenhum. A gente tem que saber que jogamos três finais neste ano e vencemos duas. Isso é importante saber, mas é claro que muita gente esquece”, disse o técnico Muricy Ramalho – que recentemente estendeu seu contrato com o clube até o fim de 2012 -, eximindo-se de responsabilidade direta pelos 4 a 0 sofridos em Yokohama.
O planejamento para a próxima temporada está traçado. Pelo fato de a atual ter sido alongada em virtude da disputa do Mundial, os jogadores titulares receberão férias de um mês e só se apresentarão na segunda quinzena de janeiro. Nesse meio tempo, a comissão técnica dará oportunidade a reservas e atletas das categorias de base de iniciar o Campeonato Paulista, começando do zero nova tentativa de retornar ao Japão como campeão sul-americano.
“É difícil ficar explicando a derrota para o Barcelona. Eles têm jogadores de qualidade, que não guardam posição e rodam demais a bola. Agora temos que trabalhar para no ano que vem estar aqui de novo. E, se possível, contra eles mais uma vez”, projetou o goleiro Rafael, que salvou a retaguarda santista de placar ainda mais elástico no domingo ao fazer difíceis defesas.
Quanto ao elenco, Muricy não terá mais à disposição o lateral direito Danilo, negociado com o Porto, e o atacante Diogo, liberado ao final de seu vínculo. Para a primeira posição, o nome contratado foi Jonas, do Coritiba. Já para o setor ofensivo, ventila-se jogador de maior peso: Robinho, revelado pelo próprio Santos e atualmente no Milan, é um dos sonhos do presidente Luis Álvaro, recém reeleito para triênio até o fim de 2014.
Antes disso, o mandatário terá que resolver a indefinição com relação a Paulo Henrique Ganso. Às vésperas da estreia no Mundial, o meia vendeu 10% de seus direitos econômicos ao DIS, fundo de investimentos que não se dá bem com o clube, e reacendeu polêmica de qual será seu destino a partir de 2012. Uma reunião entre ele, seus representantes e o clube pode estabelecer plano de carreira aos moldes do que foi feito com Neymar. Mas pode também ser o capítulo final do relacionamento.