O Santos emitiu um comunicado oficial na tarde desta quarta-feira a fim de esclarecer um ponto referente à negociação que culminou com a renovação de contrato do atacante Neymar com o clube.
Segundo a diretoria do Peixe, não procedem os comentários a respeito de uma possível intenção de compra sobre a porcentagem da Teisa (Terceira Estrela Investimentos S.A) nos direitos econômicos da Joia.
A Teisa, composta por conselheiros ligados ao Alvinegro Praiano, é detentora de 5% dos direitos de Neymar. A compra desse percentual foi realizada pela quantia de R$ 3,5 milhões no final do ano passado, um dia antes de passar a vigorar o último contrato do camisa 11, negociado após o craque rejeitar uma proposta do Chelsea, da Inglaterra.
Como Neymar renovou na última semana o seu vínculo até a Copa do Mundo de 2014, com um ano a menos em relação ao contrato anterior, a Teisa poderia perder dinheiro com a negociação e, com isso, o Santos poderia recomprar a porcentagem desse grupo.
No entanto, o presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro foi categórico ao negar essa possibilidade. O grupo DIS também reclama da possibilidade de perder dinheiro com essa manobra da cúpula santista para segurar a Joia por um longo período na Vila Belmiro.
A renovação contratual não alterou a divisão dos direitos econômicos de Neymar. O grupo DIS, braço esportivo do grupo Sonda, possui 40%; a Teisa segue com os seus 5% e o Peixe é detentor da maior parte: 55% – da porcentagem que pertence ao clube, 10% são do próprio atleta.