Após ter sua ida a Montevidéu ameaçada pela coluna de cinzas do vulcão chileno Puyehue, que afetou o tráfego aéreo local, a delegação do Santos desembarcou nesta terça-feira na capital uruguaia, onde amanhã enfrentará o Peñarol no jogo de ida pela final da Taça Libertadores.
O voo que trouxe os jogadores e a comissão técnica do Peixe, além de muitos torcedores, aterrissou às 12h23 locais (mesmo horário em Brasília), e antes das 14h a delegação seguiu de ônibus rumo ao hotel onde ficará hospedada, disse à Agência Efe Agustín Quagliata, funcionário da empresa que administra o aeroporto de Montevidéu.
Além desse voo, que chegou com poucos minutos de atraso, outro, proveniente de Assunção e no qual viajava o trio de arbitragem, também aterrissou, mas quatro horas após o horário previsto, acrescentou Quagliata. O trio é composto por Carlos Amarilla e os auxiliares Nicolás Yegros e Rodney Aquino, todos paraguaios.
Questionado sobre a magnitude do risco assumido pela equipe brasileira e dos árbitros da partida, Quagliata explicou que a decisão de voar nas atuais condições “fica a cargo de cada companhia aérea”.
Segundo especialistas, o principal risco de voar com cinzas vulcânicas é de que o pó, por ser abrasivo, possa afetar os motores das aeronaves.