Um dos símbolos da raça e da aspereza do Grêmio na competição, o volante Sandro Goiano disse não temer o Boca Juniors, time famoso na América e em todo mundo. Apesar de os argentinos terem ótimo retrospecto em confrontos com brasileiros, o gremista confia na “alma castelhana” do Tricolor na final da Taça Libertadores.
“A gente já sofreu bastante e, por isso, não tem mais esta de Boca ou Cúcuta. Nós não escolhemos adversário. Não escolhemos o São Paulo e avançamos. Agora, eliminamos o Santos, que é uma das melhores equipes da América do Sul na atualidade”, destacou Sandro Goiano, que foi criticado por Wanderley Luxemburgo por cometer faltas demais durante os jogos.
O técnico Mano Menezes lamentou ter perdido o jovem Carlos Eduardo no começo do jogo contra o Santos e espera que ele tenha condições de jogar a final. O garoto é a válvula de escape pela esquerda gremista.
Forte jogando em casa e fraco fora, o treinador gaúcho não vê o Grêmio diminuído na final da Libertadores. Apesar de ter eliminado grandes adversários, o Tricolor já perdeu cinco jogos na competição.
Segundo Mano Menezes, a taça será comemorada da mesma forma caso seja conquistada com seis derrotas. “O futebol está cada vez mais parelho e nós soubemos quando e como perder. Impedimos que os adversários fizessem gols em nosso estádio. Isso era muito importante no regulamento”, lembrou o treinador.
Na grande final, o Grêmio terá de se readaptar às condições do regulamento. Nos dois últimos jogos, os gols fora de casa não serão mais usados como critério de desempate. “Já conhecemos bem o Cúcuta e o Boca dispensa comentários. Os dois times são muito fortes”, opinou o treinador.
Na primeira fase da Libertadores deste ano, o Grêmio enfrentou o Cúcuta duas vezes. Empatou sem gols em Porto Alegre e, na Colômbia, perdeu por 3 x 1.