Os tempos em que o Grêmio era uma máquina dentro do Olímpico ficaram no passado. A realidade deste ano é diferente. Derrotas importantes ocorreram dentro de casa. A intenção é modificar o panorama criado em 2011 e voltar a ter um caldeirão em Porto Alegre.
São 11 os pontos que ficaram pelo caminho nos jogos como mandante no Campeonato Brasileiros. A consequência é estar a um ponto da zona de rebaixamento. Em casa, são duas vitórias, quatro empates e uma derrota.
“Colocamos para o torcedor do Grêmio que ele esteja conosco e faça a diferença como sempre fez. O momento não é bom, não é de todo o ruim, mas não é bom”, comentou o novo técnico Celso Roth, apresentado na tarde de quinta-feira. “Os jogadores, que são os artistas, precisam sentir o retorno da torcida. Só juntos a gente consegue, como é histórico no Grêmio, superar momentos difíceis”, complementou.
Nos anos anteriores, a pior campanha gremista dentro de seus domínios no Nacional havia sido no ano passado, quando o time atingiu um aproveitamento de 64,9%. No ano anterior, o Grêmio terminou o Brasileirão sem perder uma única vez diante do seu torcedor. Agora, a equipe conquistou 47,6% dos pontos disputados no Olímpico, ocupando o 14º lugar neste quesito.
Na Libertadores e no Campeonato Gaúcho não foi muito diferente. A eliminação nas oitavas de final do torneio continental começou com uma derrota por 2 a 1 diante do Universidad Católica com 35 mil torcedores nas arquibancadas. A perda do Estadual foi mais traumática. Após derrotar o Inter por 3 a 1 no Beira-Rio, o Grêmio saiu na frente do confronto de volta, mas permitiu três gols colorados. Nos pênaltis, o maior rival comemorou um título no Olímpico após 29 anos.
No empate por 2 a 2 com o Atlético-MG, na quarta-feira, o clima no Olímpico foi de vaias intermitentes. As mais ruidosas apareceram ao término da partida, mostrando a indignação por a vitória ter escapado aos 43 minutos do segundo tempo.
Diferente de outros momentos, a maior parcela pela má fase não recai no técnico ou nos jogadores. Ela se personifica no presidente Paulo Odone. Nos últimos jogos, o dirigente foi xingado constantemente.
“Peço desculpas a torcida (pelo momento)”, comentou Odone antes de apresentar Roth e o preparador físico Paulo Paixão. “Assumo a responsabilidade pela condição do clube. Peço fé no trabalho dos atletas e no comando Roth e do Paixão. Com esse respaldo, daremos a volta por cima o mais rápido possível.”
Aproveitamento do Grêmio em casa nos últimos Campeonatos Brasileiros:
2011 – 47,6%
2010 – 64,9%
2009 – 82,5%
2008 – 80,7%
2007 – 70%