Destaque na noite de goleada do Corinthians sobre o Rio Claro, o meia Roger agradeceu a ajuda que recebeu dos colegas em campo e atribuiu também parte dos méritos de sua atuação à sorte que teve em lances decisivos. Autor de quatro gols no jogo, o camisa sete reconheceu que atuou mais avançado no segundo tempo, com a entrada de Willian na equipe.
“Eu fiquei mais próximo do gol e tive opções de finalização. Mas tive um pouco de sorte também. No primeiro lance, a bola sobrou para mim, mas também tive qualidade para ser rápido e fazer. No segundo, foi o mais fácil da noite. O talento ajuda, mas um pouco de sorte também. Para marcar quatro gols em uma partida, precisa ter os dois”, festejou.
O meia ainda tratou de agradecer a ajuda que teve em campo dos companheiros. “Tive a ajuda de todos, pois o time se movimentou bastante. Claro que também ajudou um pouco o time deles ter ficado com um a menos no início do segundo tempo”, explicou, referindo-se à expulsão de Gerson.
Por sinal, Roger viveu momentos de incerteza durante a semana, quando o técnico Émerson Leão o deixou entre os reservas durante parte do coletivo de terça-feira. O meia, porém, garante não ter se preocupado com o episódio.
“O treinador tem a opção e até a obrigação de testar novas formações durante os treinos para ter um leque maior nos jogos. Essa dúvida (se seria titular) foi colocada por vocês (jornalistas), pois para mim foi dito o contrário, mas lógico que mantive internamente”, afirmou.
Depois do jogo desta quinta, Leão explicou que a opção no coletivo foi adotada para dar moral ao meia Willian, que havia substituído Roger no fim de semana em função da suspensão do titular.
“Eu dei aquilo que achava necessário ao Willian, pois o Roger eu já conheço. O Willian é um garoto e está sendo trabalhado, mas espero que não o roubem”, alfinetou, lembrando mais uma vez da saída de Fágner no fim do mês passado.
O treinador ainda aproveitou a noite de gala do camisa sete para encher a bola do atleta. “O Roger tem talento e tranqüilidade, sem mostrar pressa quando fica na frente do gol. Ele não se afoba e nem se assusta quando está na frente do goleiro”, concluiu.