A solução para as crises financeiras de Paysandu e Remo pode passar pela ajuda mútua entre as duas maiores equipes do Pará. O presidente do Papão, Miguel Alexandre Pinho, propôs uma série de amistosos entre os dois rivais para atrair torcedores e sanar as dívidas de ambos.
A idéia surgiu após a impossibilidade do Paysandu realizar jogos contra Sampaio Corrêa, do Maranhão, e River, do Piauí, que alegaram não ter dinheiro para realizar o transporte a Belém. A proposta de Pinho é a realização de um jogo na Curuzu (casa do Papão) e outro no Baenão (mando do Remo), e até mesmo dois jogos no Estádio Olímpico do Pará (antigo Mangueirão). “O Paysandu quer enfrentar times fortes antes do início da Terceira Divisão. Além disso, tanto o nosso clube quanto o Remo precisa de dinheiro”, explicou Pinho.
O dirigente também argumentou que o Remo está sem renda desde o início da Série B do Campeonato Brasileiro, pois jogou todas as partidas como mandante com portões fechados por decisão do STJD. Ao mesmo tempo, o Papão tentava arrecadar verbas disputando amistosos com os juniores. “Estamos no mesmo barco, sem dinheiro nos cofres não é fácil para nenhum clube”, afirmou.
A estratégia de realizar amistosos entre rivais já foi utilizada pelo Paysandu nessa temporada. Na noite desta quinta-feira, o Papão enfrenta o Tuna Luso no último jogo do “Troféu Lucia Penedo”, torneio organizado pelos clubes para assegurar dinheiro antes da estréia na Série C do Brasileirão. Na primeira partida, a Tuna venceu por 2 x 0, mas basta o Paysandu vencer para levar a disputa para os pênaltis.
O Paysandu está no grupo 3 da Série C e estréia contra o Imperatriz, no Maranhão, no dia 8 de julho – completam o grupo o Ananindeua/PA e o Araguaína/TO. O Remo está na lanterna da Série B e enfrenta o Avaí neste sábado,