A espera chegará ao fim na tarde de hoje. Na tradicional cerimônia do Ballon d’Or, a Fifa vai coroar aquele que entende que foi o melhor jogador do ano de 2014. Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, mais uma vez, estão entre os favoritos para levar a bola de ouro.
O português e o argentino terão um rival inédito na briga pelo prêmio máximo do futebol mundial: o goleiro alemão Manuel Neuer. O arqueiro surgiu na disputa praticamente pela campanha na Copa do Mundo, onde foi um dos destaques na campanha do tetra mundial da Alemanha. Ele, porém, não figura entre os favoritos.
A disputa, desta forma, deve mesmo ficar entre Messi e Cristiano Ronaldo. E, desta vez, é o craque do Real Madrid quem tem mais chances de faturar o bicampeonato. Pesa a favor do português o fato dele ter feito uma temporada sólida em 2014, sendo fundamental para a conquista da Liga dos Campeões e do Mundial de Clubes.
As boas atuações de CR7 com a camisa merengue, porém, não foram repetidas no Brasil durante a Copa do Mundo. O jogador se recuperava de lesão na reta final da preparação da seleção portuguesa, mas mesmo assim optou por jogar. Como era de se esperar, o atacante não conseguiu exibir o mesmo futebol mostrado meses antes.
O resultado para a equipe europeia não poderia ser outro: breve passagem pela América do Sul, já que Portugal acabou eliminado ainda na primeira fase. Por muito pouco, o torcedor candango não comemorou o único gol de Cristiano Ronaldo no Mundial: ele não marcou um dos gols de sua seleção na vitória por 2 x 1 sobre Gana, no Mané Garrincha.
Sofreu com lesões
Três vezes eleito melhor do mundo, o argentino Lionel Messi não teve muitos motivos para comemorar em 2014. O atacante sucumbiu com seus compatriotas para os alemães na prorrogação em uma eletrizante final no Maracanã.
Como “prêmio de consolação”, ele ganhou o troféu de melhor da competição, decisão que foi muito contestada.
O ano, porém, foi esquecível para o atacante. Ele foi atormentado por lesões musculares que o tiraram de combate por 75 dias.
O período de inatividade, entretanto, não o atrapalhou em termos de número de jogos em que participou pelo Barcelona. Para se ter uma ideia do desempenho do atleta de Rosario, ele esteve presente em 46 jogos. Quando esteve em campo, Messi foi decisivo: fmarcou 41 gols. Na temporada anterior, ele figurou entre os atletas em campo por 50 vezes.
Goleiro ou líbero?
Manuel Neuer pode ser apontado como um pioneiro em nova geração de goleiros. O arqueiro do Bayern de Munique (ALE) consegue, por vezes, sair jogando com os pés, esbanjando habilidade que poucos zagueiros possuem.
Como se não bastasse a tranquilidade em atuar sem as mãos em lances de perigo, Neuer ainda surge como outro recurso defensivo da equipe: a possibilidade de jogar como líbero. Adiantado, muitas vezes atuando na intermediária de defesa, o dono da camisa 1 se torna uma opção de passe para os jogadores de linha ou até para os homens de frente, quando lança passes para os atacantes.
Mesmo com todos os recursos, Neuer ainda aparece como o jogador com menos chances de ganhar a bola de ouro. Cristiano Ronaldo teve um ano memorável e Messi, mesmo com problemas musculares, foi um dos destaques do Barcelona. Por isso, o português e o argentino devem ficar com mais um troféu na coleção.
Vale lembrar que CR7 venceu o prêmio no ano passado, completando a segunda vez na carreira (a primeira havia sido em 2008). Desde então Messi faturou a glória por três vezes, em série que só foi interrompida pelo próprio europeu no ano passado.
O quase de Kahn
Nunca na história um goleiro foi eleito o melhor do mundo pela Fifa. A possibilidade de Neuer se tornar o primeiro guarda-redes a ser laureado com a conquista enche de orgulho os companheiros de posição.
Curiosamente, o jogador que passou mais perto de levantar o troféu foi o também alemão Oliver Kahn, em 2002. Com atuações seguras o alemão foi fundamental na campanha de seus compatriotas até a final da Copa do Mundo do Japão e da Coreia do Sul.
O problema, no entanto, foi na final. Em um chute aparentemente despretensioso de Rivaldo, Kahn bateu roupa. No rebote, Ronaldo apenas empurrou para o fundo das redes e garantiu o pentacampeonato mundial para o Brasil.
Kahn ainda acabou eleito melhor da Copa naquele ano, mas foi Ronaldo quem ficou com o prêmio de melhor do planeta.