O atacante Ricardo Oliveira está passando muito um momento especial, não só na carreira, como também em sua vida pessoal. Em menos de uma semana, ele recebeu duas boas notícias. A primeira foi a libertação de sua irmã, que estava seqüestrada há mais de cinco meses. Depois foi a convocação para seleção brasileira que disputa os amistosos contra Chile e Gana, na próxima semana, na Suécia.
Em São Paulo para visitar a irmã, o jogador do Milan deu uma entrevista coletiva nesta quarta-feira no CT do São Paulo, seu último clube no Brasil. “O mais difícil já passou. Esse é um momento de felicidade dupla, depois de cinco meses de muito sofrimento. Não tinha condições de dar o melhor, mas o Milan entendeu a minha situação e me apoiou na melhor maneira possível”, afirmou o aliviado Ricardo Oliveira.
Por esse problema envolvendo seus familiares, o jogador já decidiu levar seus parentes para morar na Europa. “Vou levar toda a minha família para Europa por uma questão de segurança.” Mas ele também disse que ainda acredita que o Brasil ainda pode ser um bom lugar para se morar. “Ainda acredito que não há lugar melhor que o nosso país, mas precisamos fazer algo para mudar tudo isso. A questão da segurança é tudo, porque não há lugar no mundo como o Brasil, principalmente por suas belezas e pelas pessoas.”
“Todos sabem a minha origem humilde, passei muita dificuldade, já recolhi papelão nas ruas, comia o que encontrava. E não são todos que tem essa vida que seguem o caminho errado. Eu trabalhei e batalhei muito e acredito que quem trabalho, vai conseguir as coisas por mérito. Eu continuo acreditando no Brasil.” Mas ele deixou claro que não voltaria para o país neste momento. “Poderia estar me precipitando se desse uma resposta definitiva nesse momento, mas hoje, não voltaria. Tenho minha casa na Europa e estou muito bem.”
Ricardo Oliveira também disse que quando soube da libertação da sua irmã, foi ‘o dia mais feliz de sua vida.’. “A notícia da convocação não foi maior que a felicidade da notícia da minha irmã. Não existe nada igual à emoção da família. Foi o dia mais feliz da minha vida. Nem quando eu voltei a jogar depois da cirurgia fiquei tão feliz.”