A seleção brasileira iniciou o ano em baixa, sob muitas críticas e olhares de desconfiança, desde a saída de Mano Menezes e a chegada de Luiz Felipe Scolari – Felipão acabara de rebaixar o Palmeiras para a Série B do Campeonato Brasileiro. E o início de 2013 não foi realmente dos melhores. Além dos fantasmas do lado de fora da CBF e da Granja Comary, local de treinos do escrete canarinho, o “novo” comandante da seleção iniciou seus testes, visando ventos mais agradáveis.
No debute da agremiação em 2013, o Brasil perdeu para a Inglaterra, por 2 x 1. Depois de uma sequência de empates, uma goleada (3 x 0) sobre a França parece ter recuperado a auto-estima dos atletas e comissão técnica. E, de cabeça erguida, o Brasil, mesmo atuando em seus domínios, partiu como azarão para a Copa das Confederações. Isso porque mídia e torcedores apontavam a Espanha, atual campeã do Mundo, como favorita para a conquista do torneio internacional.
União
Foi aí que entrou em campo o peso da amarelinha, que, junto com o apoio da torcida e a inspiração do craque Neymar, levou o Brasil ao título invicto. Ganhou todos os seus jogos. Inclusive, na final diante da “poderosa” Espanha, quando o time aplicou uma memorável goleada, com direito a lances de efeito e olé no Maracanã: 3 x 0.
Nem parecia aquela seleção que penava para enfrentar até “Seleção Candanga” no início do ano. Com destaques para Julio Cesar, Thiago Silva, Paulinho, Neymar e Fred, a equipe deu a volta olímpica. O jogador do Fluminense acabou o torneio como artilheiro, o gênio do Barcelona foi eleito o craque e o arqueiro, revelado pelo Flamengo, o melhor em sua posição.
Ranking
O Brasil acaba o ano em décimo no ranking da Fifa, mas em primeiro, na cabeça muitos, inclusive dos rivais, que voltaram a temer pelo pior. A seleção esteve muito bem. E evidentemente o velho discurso voltou à tona.
“Quando é campeonato é diferente. Com o Brasil sempre foi assim. Pode anotar aí. A pressão é para ser campeão em casa? Então o hexa será nosso”, avisou Felipão, em meio a um pequeno sorriso no meio de vários semblantes de desânimo.