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Retrospectiva Futebol Candango 2013: Nem tão novo assim

Arquivo Geral

23/12/2013 7h04

Com as preparações para uma nova temporada vem também a ansiedade para que as coisas mudem. Assim era o fim do ano passado, com a nova presidência da Federação Brasiliense de Futebol (FBF). Depois de um 2012 repleto de viradas de mesa e o inchaço de 12 clubes na disputa, a eleição de Josafá Dantas como mandatário da FBF deixava no ar uma possível mudança. Até a hora de sua pomposa apresentação – com direito a bode assado – tudo parecia normal.

Mas, como é de costume, surgiram diversas versões sobre a legitimação de sua eleição. Representantes do Legião afirmam que não tiveram sua votação validada, alegando que não existia nenhum responsável autorizado a votar. O desenrolar da história até hoje persiste nos bastidores. 

O fato é que as discussões e amadorismo da competição não mudaram muito. Assim também ocorreu com o campeão do Estadual de 2013. O Brasiliense levou seu oitavo título, nos últimos 10 anos do Candangão.

Decepção Sobradinho

Neste ano, o título defendido pelo Ceilândia era desejo e palpável para muitos. Além do Brasiliense, quem surgia como um grande favorito era o Sobradinho. Uma parceria com o Centro Universitário UniCeub trouxera nomes conhecidos do cenário nacional, como do volante Túlio Guerreiro, hoje aposentado, o zagueiro Fabão e o maior deles, o técnico Branco, ex-lateral da seleção brasileira.

Com discurso forte, o técnico foi apresentado, trabalhou toda a pré-temporada, mas bastou seu time não corresponder em três partidas para abandonar o barco. Sem dar explicações, ele logo acertou com o Guarani. A chegada do técnico João Carlos Cavalo deu ânimo ao grupo, que conseguiu reverter a situação e por pouco não disputou o título do segundo turno.

Astúcia do Colorado

Dono de oito títulos candangos, o Brasília fez o que muitos não imaginavam: ressurguiu. Depois de conquistar o título da segunda divisão, o Colorado manteve o bom elenco, fez boas contratações e conseguiu surpreender muita gente. Jovens promessas como o atacante Luquinhas, o volante Felipe e o lateral Bruno Paraíba foram os destaques do primeiro turno.

O resultado? O título da primeira metade do campeonato em uma excelente campanha. De quebra, uma vaga na Copa do Brasil.

No segundo turno, porém, desandou. Cheio de problemas fora de campo, como assédio a alguns jogadores e também um relaxamento por já configurar na grande final no novo Estádio Mané Garrincha, o clube nem sequer classificou para a fase semifinal do segundo turno. 

O desleixo custou caro, mas não a vaga para a Série D, já que o Colorado disputou a final no Mané Garrincha contra o Brasiliense, já garantido na Série C.

Brasiliense regular

E o campeão fez valer a regularidade. Com a defesa menos vazada, o Brasiliense fez a famosa campanha do 1 x 0. Se não enchia os olhos, o clube não levava gols. O grande nome da equipe era o volante Baiano, que, aos 35 anos, atuou em todas as partidas do campeonato.

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