Rener Lopes
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Um grupo do Governo Federal esteve, na manhã desta quinta-feira (4), visitando o Estádio Nacional de Brasília, juntamente com o secretario executivo do Comitê Organizador local da Copa do Mundo de 2014 e chefe de gabinete do governador Agnelo Queiroz, Cláudio Monteiro.
Na visita, o grupo – composto por representantes dos ministérios do Esporte, Fazenda, Planejamento e da Casa Civil, da Advocacia-Geral da União e da Controladoria-Geral da União – verificou como andam as obras do novo estádio. O grupo também visitará as outras 11 cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014, para acompanhar o andamento dos trabalhos.
“É importante que tenhamos diversas vistorias, para que as pessoas possam conhecer os trabalhos in loco e verificar que é a nossa maior obra. Nunca teremos outra deste porte no Distrito Federal”, explicou Cláudio.
Questionado sobre a possibilidade de São Paulo abrir a maior competição do futebol mundial, Cláudio preferiu não polemizar: “Nós temos que cumprir a nossa obrigação e a nossa obrigação é estar com o estádio pronto, seis meses antes da Copa das Confederações. É fornecer toda a segurança às áreas necessárias, cumprir um cronograma”, ressaltou.
“A medida de decidir a [cidade da] abertura será uma medida técnica, com um evento em que o nome do país está em jogo. Então vamos cumprir a nossa tarefa e espero que os outros cumpram”, completou.
Cláudio também comentou sobre a notícia dada pelo colunista do Jornal de Brasília, Cláudio Humberto, na terça-feira passada (2), de que Brasília sediará a abertura da Copa das Confederações: “Estamos trabalhando para que Brasilia e o Brasil possam ter um estádio em condições de fazer a Copa das Confederações e a abertura da Copa do Mundo. Para outras UFs, fazer eventos como esse, é mais um evento. Para nós, é recuperar a auto-estima da população e o respeito para a sua capital. É isso que buscamos”, disse.
Uso pós-Copa
O Estádio Nacional de Brasília terá o orçamento estipulado em R$ 671 milhões e a capacidade de receber até 71 mil pessoas. O secretário tentou justificar o uso pós-Copa do local, trazendo números de públicos nos estádios do Rio de Janeiro e São Paulo e afirmando que acontecerão outros eventos.
“A média de público no Rio de Janeiro é de sete mil pagantes. Em São Paulo, é de nove mil e isso não paga estádio nenhum. A diferença desse estádio, em relação aos demais, é que ele será projetado para ser um palco de grandes eventos, não só de futebol, até mesmo antes do encerramento da Copa do Mundo”, ressaltou Cláudio.
O secretário também anunciou que o Governo do Distrito Federal fará uma licitação internacional, para que uma empresa especializada em entretenimento possa administrar o estádio. Até o momento, segundo Cláudio, cinco empresas mostraram interesse em explorar o local.
Obras adiantadas
Ainda de acordo com o secretário, a obra do Estádio Nacional é uma das mais adiantadas do país, com 35% das obras concluídas. “Quando você pensa 35%, você pode imaginar que é a parte mais difícil. Toda a questão de alicerce já está completa e estamos perto de fechar o primeiro anel de arquibancada. Isso é visível. Então a nossa obra cresce a passos largos”, explica.
A Copa das Confederações será aberta no dia 15 de junho de 2013. Já a partida inicial da Copa do Mundo acontece no dia 12 de junho de 2014.