A eliminação na Copa do Brasil não é o suficiente para abaixar a cabeça dos jogadores do Atlético-MG. Afinal, o time entrou para esta partida contra o Vitória com poucas chances de classificação, precisando reverter um placar de 3 a 0. Com muita luta, os atletas alcançaram exatamente este marcador, mas acabaram perdendo nos pênaltis.
Leandro Almeida, que teve sua cobrança defendida pelo goleiro Viáfara, deixou o gramado abatido e nem quis falar com os jornalistas. Ele foi o único dos dez cobradores a não balançar as redes. Se depender do apoio dos colegas, a tristeza do zagueiro não dura muito tempo.
“Infelizmente, nos pênaltis, o Viáfara teve a competência de pegar o último, do Leandro (Almeida), mas valeu. Não tem um culpado, e sim o mérito de todos pelo placar que a gente conseguiu durante o jogo”, disse o volante Renan.
Autor do primeiro gol da noite, Renan se demonstrou orgulhoso pela forma como os jogadores enfrentaram um desafio tão difícil. Para ele, o que se viu hoje apaga a má impressão da final do Campeonato Mineiro, pelo menos entre os jogadores, e dá novo ânimo para o início do Brasileirão.
“(A gente) Entra com a autoestima lá em cima. A gente conseguiu reverter um placar que ninguém esperava que a gente pudesse conseguir. Conseguimos, viramos”, destacou o volante. A primeira partida do Atlético-MG no nacional é no sábado, contra o Avaí, em Florianópolis.
Já Diego Tardelli saiu de campo com um sentimento misto. Sem marcar há quatro jogos, o artilheiro sentiu que decepcionou a torcida com alguns gols perdidos, ao mesmo tempo que ficou satisfeito ao ver o time fazer três gols sem que nenhum fosse dele.
“Tivemos chances de matar, uma comigo ali, mas eu não estava num dia inspirado, não estava num dia legal hoje. O importante é que, quando não tem o Tardelli, tem outros jogadores que podem fazer gol, que têm esta capacidade”, disse o atacante, autor de 23 gols na temporada, quando contabilizados os do torneio de verão do Uruguai.