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Futebol

Reforços desconhecidos e comprometimento são os segredos do São Caetano

Arquivo Geral

13/04/2007 0h00

O técnico Dorival Júnior evita tocar no assunto, porém, o afastamento dos laterais Ânderson Lima (Coritiba) e Alessandro, além do goleiro Sílvio Luiz (terceiro reserva) foi crucial para a montagem do elenco do São Caetano desde a virada do ano. O Azulão optou por um time simples, aguerrido e compacto, formado por desconhecidos recém-chegados de vários cantos do Brasil. A grande maioria disputou a Série B do Brasileirão em 2006.


 


A opção surtiu efeito em menos de 90 dias e o Azulão mostrou regularidade para desclassificar times mais badalados como o Corinthians, o Palmeiras e o Paulista de Jundiaí. “Aos poucos, estamos tentando resgatar a história do São Caetano, que começou com aquela forte estruturação a partir de 1997. Acho que o segredo deste grupo se resume a uma única palavra: comprometimento”, disse Dorival Júnior.


 


No time titular que vai enfrentar o São Paulo, neste domingo, às 16h, no Pacaembu, cinco atletas chegaram no começo da temporada. Três deles vindos da Série C: Paulo Sérgio (Noroeste), Luís Alberto (Bahia) e Douglas (Criciúma). Outros dois vêm da Série B: Glaydson (Paulista) e Luiz Henrique (São Raimundo).


 


Para compor o elenco, mais seis atletas de segundona foram indicados e contratados por Dorival Júnior: Djair (Criciúma), Ademir Sopa (Avaí), Luís Maranhão (América-RN), Galiardo (Santo André), Val Baiano (CRB) e Kléber (Sport).


 


Com sua seleção de anônimos, o técnico conseguiu montar um grupo unido que está buscando espaço e sucesso. Apostando neste conceito, o treinador não se acanhou ao colocar o jovem Leandro Lima no banco de reservas. Depois de voltar badalado após a conquista do Sul-Americano Sub-20 com a seleção brasileira, o garoto não conseguiu manter as boas atuações e perdeu espaço no Anacleto Campanella.


 


“Acho que contar com jogadores que nunca tiveram atenção da mídia ajuda nesta mudança de atitude que conseguimos. Porém, também temos jogadores vividos e experimentados que fazem parte do nosso projeto e também estão comprometidos”, avaliou.


 


Apesar do ótimo trabalho realizado, o treinador segue com o futuro incerto. Ele tem contrato apenas até o final de abril, mas pretende continuar no clube para a disputa da Série B. “Espero renovar este contrato. Eu gosto muito de fazer este trabalho”, disse Dorival Júnior, que começou sua carreira há três anos e conquistou três títulos estaduais com o Figueirense-SC (2004), Fortaleza-CE (2005, Vágner Benazzi terminou a campanha no cargo) e Sport-PE (2006).


 


“Se pudesse ganhar novamente, agora o Paulistão, seria interessante. Porém, temos de trabalhar dentro de uma realidade. O São Paulo tem um time de craques. Nós podemos chegar à final, mas na base da superação”.

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