O sorriso durante as entrevistas e as reações bem-humoradas para qualquer tipo de piada e provocações mostram que o zagueiro Breno, do São Paulo, superou o trauma de perder três anos de sua vida na cadeia, em Munique, após atear fogo na própria casa. O zagueiro retomou a carreira no último domingo, quando enfrentou o Corinthians no Morumbi por pouco mais de 30 minutos.
A história do defensor de 25 anos mais uma no mundo do esporte – nem todas com o final feliz – marcadas por um grande golpe. Assim como Breno, Ronaldo Nazário, Washington “Coração Valente”, Petr Cech e Eduardo da Silva por pouco não foram obrigados a abandonar suas carreiras. Todos eles tiveram muita paciência e força para voltar a atuar.
“Quero ser um Lugano. Voltei ao São Paulo para me recuperar, me reerguer e quero ser um mito”, sonha o jogador em referência ao uruguaio, um dos últimos ídolos do clube paulista.
O problema que atingiu Breno foi o da bebida, que ele garante ser um episódio vencido.
“Os jogadores têm de saber que bebida alcoólica é complicada. Só eu sei o quanto foi difícil essa luta. Nunca mais bebi. Fui para um país número um, mas o idioma era difícil, muito frio e um povo difícil de lidar. Não vou criticar ninguém. Isso já passou, quero pensar para frente”, explica.
Já nos casos de Petr Cech, Eduardo da Silva, Ronaldo Nazário e Washington a saúde é que foi a adversária.
Ex-Flamengo, Eduardo da Silva ficou um ano afastado dos gramados após fraturar a fíbula esquerda quando atuava no Arsenal. O jogador correu o risco de ter a perna amputada. Ele não só se recuperou os movimentos como voltou a jogar. Hoje, defende o Shakhtar Donetsk-UCR e disputou a Copa do Mundo de 2014 com a seleção da Croácia.
Já o pentacampeão Ronaldo ficou mais de 20 meses – sofreu duas lesões – longe dos gramados na Inter de Milão antes de ressurgir no Mundial de 2002 e brilhar no Real Madrid. Além das lesões, o Fenômeno passou a lutar contra o peso quando defendeu os Merengues, Rossoneros e o “Bando de Loucos”.