As conseqüências da série de lesionados no ataque do Real Madrid foram vistas nesta terça-feira. Na gelada cidade de Minsk, os espanhóis tiveram dificuldades para chegar com eficiência à zaga do BATE Borisov. A única alternativa do time de Schuster, contudo, resolveu: os merengues venceram por 1 a 0 graças a um gol de Raúl.
E o chute certeiro do ídolo madrilenho logo aos seis minutos do primeiro tempo garantiu três pontos preciosos à equipe branca. Os maiores campeões da Champions League consolidaram-se no segundo lugar do grupo H com nove pontos, sem poder ser alcançado pelo Zenit, que aparece em terceiro com cinco pontos e apenas uma rodada restante na primeira fase.
Como a Juventus empatou sem gols com os russos em Minsk na partida que inaugurou esta rodada, tanto italianos como espanhóis confirmaram o favoritismo e asseguram a participação nas oitavas-de-final com uma rodada de antecipação.
A disputa fica pela liderança da chave, com vantagem para a Velha Senhora, que se garante em primeiro com um empate em casa em 10 de dezembro contra o eliminado BATE. No mesmo dia, o Real recebe o Zenit, já sem pretensões por estar assegurado em terceiro lugar e, consequentemente, na Copa da Uefa.
O jogo – Atuando sob a temperatura de 3ºC negativos, o Real Madrid teve de apostar na velocidade de Saviola e nas descidas de Drenthe para poder munir Raúl, referência de uma equipe desfalcada dos lesionados Van Nistelrooy e Higuain. A ordem era aproveitar logo as primeiras oportunidades e foi o que aconteceu.
Aos seis minutos, Bernd Schuster teve motivo para levantar do gelado banco de reservas da casa do BATE. O contestado treinador viu Drenthe cumprir sua missão, descer pela esquerda e cruzar na área. A bola chegou tranqüila na segunda trave, onde Raúl dominou e bateu firme de perna esquerda para aliviar a tarefa madrilenha.
Com a tranqüilidade estabelecida por seu capitão, os visitantes puderam se dedicar ao forte esquema defensivo montado pelo treinador, com uma zaga bem postada para evitar surpresas a Casillas e bem protegida por Guti e Gago. Este cenário, somado à baixa qualidade dos bielo-russos, resultou em um duelo morno que se arrastou até o apito final.
As poucas exceções da partida, que teve até um empurra-empurra entre as equipes devido à forte marcação de ambos no meio-campo, eram dadas pela melhor qualidade do Real Madrid. O placar, porém, não foi ampliado graças ao goleiro Veremko, que fez boas defesas em chutes de Raúl. No primeiro tempo, o arqueiro afastou. Na segunda etapa, mandou no travessão.
Desesperados, e sem força para assustar, os bielo-russos só tiveram esperança em chutes perigosos de Radionov. Nenhum, contudo, teve força suficiente para fazer Casillas trabalhar. E assim o primeiro time do país a disputar a fase principal da Champions se despede sem nem mesmo ter chances de brigar pela Uefa na última rodada.