Tratado como “senhor hat-trick”, pela quantidade de vezes em que anotou três gols em uma partida, Messi se declarou feliz com o desempenho atual, diferente da criticada última temporada.
“A verdade é que comecei a temporada de outra maneira depois do que me aconteceu no ano passado. Vivi um ano complicado pelo que passava fora de campo, com as minhas lesões e o meu rendimento caindo, mas iniciei 2015 de outro jeito e agora me sinto bem. Estive muito tempo fora dos gramados, e quando voltei não consegui me encontrar completamente. Tenho tentado me esquecer do que vivi para recuperar minha melhor forma e agora me encontro bem”, afirmou o argentino em entrevista à 74ª edição da revista Barça.
Colhendo os frutos de mais um bom ano na carreira, Messi vive a expectativa de repetir o “triplete” (tríplice coroa) conquistado em 2008/2009, temporada em que o Barcelona venceu, sob o comando de Pep Guardiola, a Copa do Rei da Espanha, o Campeonato Espanhol e a Liga dos Campeões da Europa.
“Temos a ilusão de chegar o mais longe possível, então lutaremos por todos os títulos. Agora passamos a dar mais valor aos torneios que disputados, depois de passar um ano sem ganhar nada. Agora, quando as conquistas vêm, nós desfrutamos mais porque sabemos que são muito difíceis de alcançar”, declarou o craque.
Ainda sobre os 32 hat-tricks de sua trajetória, Messi avaliou o primeiro da carreira como o mais especial, marcado contra o Real Madrid de Fabio Capello em 10 de março de 2007. Mesmo assim, o argentino espera encontrar um lugar especial para todos em sua sala.
“Tenho todas as bolas guardadas em uma vitrine, ao lado dos troféus, mas tenho pensado em fazer algo especial, mais bonito. Receber a bola dos meus companheiros é um reconhecimento de todo o time, mas sem eles eu não teria conquistado nada nesse aspecto individual. Ainda mais em um hat-trick, em que dependo muito deles”, comentou, aproveitando também para falar sobre a rotina de pai, que vive desde novembro de 2012.
“Todo o pensamento muda. Primeiro, você pensa apenas no futuro próximo, hoje planejo tudo em longo prazo. Mudou também a minha forma de lidar com o futebol. Antes, se eu perdia ou jogava mal, não falava com ninguém por três ou quatro dias, até que a loucura passasse. Agora, chego em casa depois de uma partida, vejo o meu filho e tudo vai embora. Ser pai me ajudou a crescer e a pensar no que há além do futebol nesta vida”, concluiu o craque, eleito melhor jogador do mundo quatro vezes.