O advogado contratado pela Portuguesa para defendê-la no caso Héverton repetiu após a decisão de punição ao clube o seu discurso de defesa. João Zanforlin avalia que o rebaixamento, consequência da perda de quatro pontos por conta da escalação irregular do meia na última rodada do Brasileiro, é uma opção exagerada adotada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
“São necessários equilíbrio e dosimetria. Para matar a pulga do cachorro, mataram o cachorro. É terrível, uma dose exagerada”, falou o advogado ao SporTV, lembrando que já entrou com recurso. O caso será reavaliado, em última instância, pelo Pleno do STJD no dia 27.
Embora risonho, Zanforlin estava triste. “É evidente que não me conformei com o que foi dito”, disse, recordando que o Fluminense não foi nem denunciado em caso similar que lhe tiraria o título brasileiro de 2010 e que a mesma punição só foi aplicada ao Grêmio Prudente, “clube tão importante que nem existe mais”, como ironizou o advogado.
“A Portuguesa terá muita dificuldade na Série B porque não tem a mesma repercussão de times grandes como Vasco, Fluminense, Corinthians e Grêmio, que ganham a mesma cota mesmo se caírem. A Portuguesa, se cai, recebe menos dinheiro. Não sei se terão condições de manter o time com boa pegada e representatividade”, projetou.
Resta a Zanforlin acreditar na absolvição da Lusa. “Tenho esperança, sou esperanço. O que está atrapalhando é a data, 27 de dezembro. Mas já me acertei com meus companheiros e familiares: venho para cá e vejo a queima dos fogos em Copacabana”, brincou.