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Futebol

Presidente do Parma é detido por lavagem de dinheiro e aumenta crise

Arquivo Geral

18/03/2015 11h51

Na manhã desta quarta, o presidente do Parma, Giampietro Manenti, foi preso com outras 21 pessoas em uma operação conjunta da polícia italiana e do Ministério Público. Detido sob acusação de lavagem de dinheiro, o mandatário deve ter a situação esclarecida no fim da tarde desta quarta, quando as autoridades italianas se pronunciarão sobre o caso.

Rebaixado por antecipação no Campeonato Italiano, e com risco de abandonar a competição, o Parma está cada vez mais afundado na crise. Acusado de ter lavado dinheiro a partir de cartões de crédito falsos e contas hackeadas, o presidente pode ver – de dentro da detenção – seu clube ter a falência decretada após uma reunião marcada para esta quinta.

Onze anos após ser refundado em resposta à crise que acometeu a Parmalat, então principal acionista do clube, o Parma sucumbiu às dívidas e não conseguiu se sustentar na primeira divisão do Calccio. Na lanterna da tabela, a equipe até deixou de disputar dois jogos seguidos, entre a 24ª e a 25ª rodada, por não ter condições de organizar o jogo no estádio Ennio Tardini.

No início do mês, a Serie A, entidade que organiza o Italiano, chegou a anunciar que financiaria o Parma até o fim da atual temporada, transferindo às contas do clube cerca de 5 milhões de euros (cerca de R$ 16,5 milhões). Manenti, que assumiu o clube em fevereiro após compra-lo de um empresário pelo valor simbólico de um euro, não conseguiu combater a crise e sanar as dívidas, cotadas atualmente em 96 milhões de euros (cerca de R$ 300 mil).

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