Os jogadores que têm a receber são o meia Ramon (R$ 3 milhões), o volante Gilberto Silva (R$ 2,5 milhões), o goleiro Kléber (R$ 1,2 milhão) e o lateral-esquerdo Ronildo (R$ 2,5 milhões). Além deles, o preparador de goleiros Noslen Mehl tem a receber R$ 1 milhão.
Valadares reconheceu que a situação financeira do Galo é grave e disse que a única solução é conseguir do Tribunal Regional do Trabalho o mesmo benefício obtido pelo América-MG, que limitou em 10% o valor máximo mensal a ser descontado das receitas para pagamento de dívidas trabalhistas.
Os problemas não acabam aí. No total, as dívidas trabalhistas do Atlético-MG podem chegar a R$ 25 milhões, já que alguns casos ainda estão em julgamento. "São ações judiciais que estão vencendo e podem culminar inclusive com o leilão da sede. Alguns estão sendo julgados e outros ainda vão ser. Penhorar a sede ou a Taça do Campeonato de 1971 não é uma coisa que vai resolver o problema", afirmou.
"Nós não queremos deixar de pagar nem um centavo a quem quer que seja. Temos de pagar tudo e vamos pagar. Estou honrando todos os compromissos e o que nós queremos é que haja igualdade. A gente acredita no Tribunal para que eles possam enxergar o Atlético como todos os outros para que tenhamos esse direito", continuou o dirigente.
Questionado sobre qual seria a alternativa caso a Justiça não conceda esse limite de 10%, Valadares confessou que não saberá o que fazer. "Caso contrário, administrar o Atlético vai ficar muito difícil. Eu confesso a vocês que não sei como proceder", afirmou. "O América conseguiu pelo Tribunal pagar apenas 10% das receitas, o que o Atlético está pedindo é apenas igualdade", acrescentou.
Diante da situação, o presidente confirmou que a sede administrativa do clube pode ser penhorada e não descarta negociar jogadores antes do tempo previsto. Valadares aproveitou para cobrar ajuda do governador Aécio Neves para diminuir as taxas que estão sendo cobradas pela Administração dos Estádios de Minas Gerais (Ademg).
"O governador tem que nos ajudar, tem que ajudar o futebol mineiro. Essas taxas não existem", esbravejou, citando o clássico contra o Cruzeiro do último dia 10. Segundo o dirigente, a renda foi de R$ 680 mil e cada clube ficou apenas com R$ 197 mil.
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