O Santos pode ter dado um passo importante para inscrever o ex-jogador Pelé no Mundial de Clubes da Fifa, que será realizado em dezembro, no Japão. Quem afirma é o presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, que declarou ter conversado com o técnico Muricy Ramalho e convencido o treinador a dar o aval para a iniciativa.
“O Muricy me deu o ‘ok’, falta falar com o Pelé. Ele (Muricy) me disse assim: que rei tem lugar sempre, que o rei é o rei, que não tem nem o que discutir. Agora vou conversar com o Pelé, mas quando toquei no assunto na reunião do conselho ele topou, brincou até. Ele poderia ter dito que não, mas disse que ia começar a treinar já”, disse o mandatário.
A inusitada inscrição de Pelé no grupo de 23 jogadores que irá disputar o Mundial de Clubes com a camisa santista foi divulgada há cerca de dois meses. Na época, Luis Alvaro mencionou que precisava pedir a permissão de Muricy para que o projeto pudesse ser colocado para a frente.
“Vou conversar com o Muricy. Se ele topar, a presença dele (Pelé) na final vira história. Vai ter repercussão mundial, como já está tendo. Imagine os japoneses no estádio e nas ruas e a audiência na TV mundial com ele (Pelé) no banco e a motivação que os atletas terão”, disse o mandatário na ocasião. “O Muricy pode ser o único técnico que recusou Pelé, já imaginou isso?”, acrescentou então.
Para o projeto sair do papel, o Santos ainda precisa, além do “sim” de Pelé, da aprovação da Fifa, entidade que organiza a competição. A equipe também cogitou inscrever o craque do futsal Falcão no grupo de 23 atletas – conforme apurou a reportagem – mas acabou vetando a ideia posteriormente.
Sobre a concretização da inscrição de Pelé, Luis Alvaro declarou nesta segunda (3) que terá uma conversa com o ex-camisa 10 nos próximos dias. “A ideia primeiro é inscrevê-lo. Em segundo lugar, convencer a vestir a 10. Em terceiro, colocá-lo no banco. E aí, dependendo do andamento das coisas, eventualmente entrar em alguma partida também”, ressaltou.
Atualmente, Pelé se encontra com 71 anos de idade. Ele foi protagonista das duas primeiras Libertadores da história do Santos – em 1962 e 63 – e também dos dois títulos mundiais, também em 62 e 63. O time alvinegro, campeão continental em 2011, disputa o tri em dezembro, no Japão, contra Monterrey-MEX, Barcelona-ESP, Auckland City-AUS, além dos campeões africano, asiático e japonês.