Desde a década passada o Santos é conhecido por ser um ótimo centro de formação de atletas. Referências não faltam: nomes como os de Robinho, Neymar e Paulo Henrique Ganso, por exemplo, foram criados na base do Peixe. Outros jovens, como Gabriel e Geuvânio, seguem tentando chamar a atenção após o intercâmbio com o profissional. Para o presidente Modesto Roma Jr, no entanto, o clube vem pecando com relação à base nos últimos anos, nada que não seja contornável.
Em participação no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, no último domingo, Modesto Roma ressaltou a importância dos ex-jogadores nesse processo de avaliação dos jovens nas categorias de base. Após a explosão gerada pela venda de Neymar ao Barcelona, em 2013, o Santos ainda não despontou com nenhuma outra promessa. Victor Andrade, com apenas 16 anos, foi vendido ao Benfica. Gabriel e Geuvânio, ao lado de outros meninos, ainda tentam atrair os olhares do mundo atuando pelo time principal.
“Perdemos um pouco o foco, mas estamos corrigindo. Vemos muitos jogadores sem saber dominar uma bola, sem fundamento. Precisamos readquirir essa questão técnica, da disciplina. O Santos tem peneiras e olheiros nas escolas, os avaliadores são ex-atletas como Juari, Marcelo Passos e Lima. Não podemos nos limitar ao DVD. Não precisamos ganhar as competições, o importante é dar formação aos meninos”, defendeu o presidente do Alvinegro praiano.
Confiando na estrutura do departamento da base montado pelo Santos, Modesto sabe que existem esquemas nas peneiras para o favorecimento de alguns meninos e prejuízo de outros, aliado ao interesse dos empresários. Mas admite que luta contra essa prática agora com outro gerente no comando. A mudança na gerência da base é uma aposta do início do ano, feita logo após assumir o mandato.
“Estamos trabalhando nisso, é um problema que tem que acabar no futebol. Tivemos a infelicidade de perder um grande gerente da base, que está hospitalizado, e nós trouxemos o Coronel Rodrigo Lima. É um cara que está trabalhando na direção da qualidade, de dar oportunidades iguais a quem tem empresário ou não, a quem tem pai rico ou pai pobre”, comentou.