Os ex-técnicos da Seleção Brasileira se reuniram nesta segunda-feira na sede da CBF, no Rio de Janeiro, para discutir o futebol nacional, na tentativa de ‘retomar a identidade’ no país pentacampeão mundial. Os comandantes de diferentes épocas da amarelinha formam parte do Conselho de Desenvolvimento Estratégico do Futebol Brasileiro. O evento foi guiado pelo coordenador de seleções da entidade, Gilmar Rinaldi.
Estiveram no encontro: Dunga, Carlos Alberto Parreira, Zagallo, Falcão, Carlos Alberto Silva, Sebastião Lazaroni, Candinho e Ernesto Paulo. Além deles, foram convidados e participaram: Mano Menezes, Felipão, Vanderlei Luxemburgo, Emerson Leão e Edu. A tendência é que existiam ainda mais cinco reuniões do mesmo tipo.
A principal busca do encontro é a tentativa de fortalecimento dos clubes, principalmente os de Série A de Campeonato Brasileiro, bem como o trabalho nas categorias de base, e a capacitação adequada dos profissionais que lidam com o esporte. Formando, assim, melhores jogadores brasileiros.
“Acho que há várias formas de pensar. A primeira é buscar jogadores acima da média para depois sair o craque. Se buscarmos o Pelé vai ser difícil, mas se buscarmos jogadores acima da média, no futuro podemos ter jogadores que sejam considerados craques. É uma revisão de pensamento: o jogador faz dois jogos, e a gente já fala que ele é craque. É preciso corrigir essa expectativa. Às vezes é um peso muito além do que ele está preparado naquele momento”, explicou Dunga.
Ainda segundo o atual comandante da Seleção, a equipe é como o topo de uma pirâmide. Assim, é preciso melhorar não só a parte mais alta, mas, principalmente, a base de tal pirâmide, o que remete aos clubes e a formação dos jogadores.
“Falamos muito sobre a pirâmide do futebol: na base estão os clubes e a infraestrutura; em seguida, a qualificação e formação dos treinadores; calendário; gestão, que hoje tem que ser moderna; até chegar ao topo, à Seleção Brasileira. A CBF parece estar disposta a implementar todas as ideias que tivemos no encontro, mas esta mudança não acontece do dia para a noite. Será uma quebra de paradigma no futebol e isso acontecerá progressivamente”, completou o pensamento Carlos Alberto Parreira.