A Confederação Africana de Futebol ganhou um grande problema para resolver por causa do surto de ebola que atinge o continente africano. Nesta quinta-feira, o Marrocos deu indícios de que desistirá de sediar a próxima edição da competição, agendada para 2015.
“Já que a CAF (Confederação Africana de Futebol) rejeitou todos os nossos pedidos os sugestões, somos forçados a nos retirar como sede do torneio de 2015 para preservar a segurança dos nossos cidadãos. Estamos preparados para quaisquer consequências desta nossa decisão”, disse à agência Reuters uma fonte próxima ao Ministério do Esporte marroquino.
Mais tarde, no entanto, o ministro do Esporte do país africano, Mohamed Ouzzine, negou que Marrocos já tenha desistido de sediar um torneio em 2015, mas deu indícios de que isso acontecerá caso a CAF deseje manter a disputa da competição para o ano que vem. A decisão pode sair no dia 2 de novembro, quando os dirigentes marroquinos se reunirão com membros da entidade máxima do futebol africano.
“Risco zero (de a doença se espalhar ainda mais) não existe, mas temos que tomar as precauções necessárias. A competição será uma festa do futebol e reunirá nossos irmãos africanos. Mas, dada a situação atual do ebola, não achamos que essa festa pode ocorrer da maneira esperada”, afirmou Ouzzine.
Inicialmente, o Marrocos apresentou três propostas à CAF: ser sede da competição em 2017, o adiamento do torneio de 2015 para 2016 ou a desistência de ser sede em 2015.
Se a desistência dos marroquinos se confirmar, três países aparecem como possíveis sedes da competição: a África do Sul (escolhida para sediar a Copa Africana em 2017), o Egito e o Sudão.
Marrocos, que por enquanto não teve nenhum caso de ebola registrado, tem ajudado os países mais afetadas pelo vírus (Guiné, Libéria e Serra Leoa), e é uma das poucas nações que não interrompeu a conexão aérea com essas regiões. O vírus, que já foi registrado fora da África (nos Estados Unidos e na Espanha, por exemplo), matou cerca de quatro mil pessoas até agora.