Com a Copa do Mundo batendo à porta, os que não conseguiram um ingresso para ver os jogos no estádio já procuram um “canto” para isso. Seja no aconchego de casa, no bar da esquina ou no calor da fan fest, qualquer lugar é ideal para festejar com familiares. Mas a prática casual aos brasileiros não é recíproca entre os europeus. Metade deles prefere assistir às partidas bem longe das namoradas e cônjuges, com o objetivo de evitar “ondas de azar”.
Contrários ao estudo feito em seis países do Velho Mundo (França, Espanha, Itália, Bélgica, Inglaterra e Holanda), brasileiros e brasileiras nem cogitam a hipótese de assistir a seleção longe um do outro. O são-paulino e ex-professor de educação física Oscar Almeida, de 67 anos, faz questão de assistir aos jogos ao lado da esposa atleticana, Isabella Tavares, 49. E garante: “Na Copa não será diferente”.
Embora o clima seja amistoso entre o casal, Isabella não perde a chance de soltar piadinhas quando vê o time do companheiro perder para o seu. “Em um jogo, o São Paulo perdia para o Galo por 3 x 2. Aí cheguei em casa, vi o Oscar dormindo no sofá e gritei: ‘Nossa! Mas esse jogo está muito fácil’. Aí ele acordou assustado falando que era pênalti roubado”, recorda.
À la europeu
Namorando há sete anos e com casamento marcado para setembro, Gabriel Holanda e Jéssica Santos vivem mares de rosas até que o árbitro apitar o início da partida. Ele não abre mão do seu Flamengo e ela defende o Vasco com unhas e dentes.
“Para mim, essa pesquisa aí está errada porque é ele quem me dá azar”, brinca a estudante. Mais acanhado do que a noiva, Gabriel relembra momentos críticos. “A Jéssica é muito esquentada. Faz piada com os outros, mas não aceita que façam com ela.”
Como brasileiros que são, eles confirmam que durante a Copa será um período de paz no futebol.
Saiba mais
A pesquisa europeia foi realizada com homens na faixa etária entre 25 e 40 anos e comprovou que a maioria dos italianos (52%) e quase metade dos os franceses (48%) prefere não assistir aos jogos de futebol ao lado de suas mulheres. Ao contrário de Itália e França, os demais europeus no geral são mais tolerantes: em média 59% dizem que gostam de assistir com suas parceiras.