Ian Ferraz
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A combinação entre samba e rock dificilmente é bem digerida pelos amantes dos estilos musicais. Os gostos, bem contrastantes, dificilmente dão liga. Carioca e ex-jogador, Cláudio Adão prefere o pandeiro à guitarra, mas em seu novo desafio terá pela frente o clube mais roqueiro do DF: o Legião.
O time laranja será o sétimo na breve carreira como treinador. Em entrevista por telefone ao Jornal de Brasília, ele confessa que o futebol candango é um mistério. “Conheço o Gama e o Brasiliense, que estiveram na Segunda e Primeira divisão. O resto eu não sei. Como estão os clubes, se estão treinando há muito tempo”, admite o ex-centroavante, sem saber que o seu atual clube é o retardatário entre os 12 participantes do Candangão.
Adão, que se apresenta na próxima segunda-feira, sabe parcialmente da confusão que envolveu os clubes em relação ao início do torneio. “O convite pintou há um mês, mas não havia decisão se o time subia ou não. Teve essa confusão na tabela, com o Legião e o outro aí (Capital)”, lembrou o ex-atacante.
A breve pré-temporada é o maior empecilho para o casamento entre os legionários dar certo. “O tempo é curto. Começamos dia 12 e o time não está montado. Vamos tentar fazer mágica, mas os atletas são seres humanos, não podemos arrebentá-los. Eles devem estrear com 50% da condição física ideal”, reconhece.