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Arquivo Geral

29/12/2013 10h01

Reunidos no centro do gramado, os atletas do time de base do Brasília pediam a Deus forças para enfrentar o próximo desafio: a Copa São Paulo de Futebol Júnior, nos dias 3 a 25 de janeiro – data do aniversário da capital paulista. 

Além da pressão para mostrar serviço fora do DF, os atletas carregam o peso de vestir a camisa do clube que não participa da competição desde a década de 80. Assim como o Colorado, o Capital disputará a Copinha 2014 – o time do Guará, porém, será estreante.

Com treinos intensos desde outubro, o Brasília mantém toda a concentração no torneio que contará este ano com 104 times de todo o País. “É tudo muito rápido e não podemos vacilar em nada. Trata-se de um campeonato com muitas equipes e quanto mais gols fizermos, melhor”, planeja o técnico Colorado, Luiz Carlos. 

Rápida, mas nem tanto

A Competição “paulista” é disputada em seis fases e os 104 times serão divididos em 26 grupos – de A a Z. Na primeira, as equipes jogam entre si, dentro do grupo em turno único, o clube que obtiver o maior número de pontos, classifica-se para a próxima fase. Conhecedor do torneio, Luiz recorda que, quando esteve na competição com o Cruzeiro, em 2011, voltou invicto, porém eliminado.

Sem moleza

Na divisão dos grupos, o Colorado viu um obstáculo à frente: vencer o atual campeão brasileiro Sub-20, o Internacional. “Eles não têm nem 15 dias que conquistaram o título e tenho certeza de que virão com mais sede do que nunca”.

Além do Inter, o Brasília tem como rivais na primeira fase os paulistas Rio Claro e Marília. Já o Capital pega Santos (campeão da edição 2013), Criciúma( vice-campeão da Copa do Brasil)  e Alecrim.

Chance de atrair atenção

Além de jogar contra grandes clubes do País, os 25 jovens do Brasília agarrarão mais uma oportunidade que o torneio oferece: mostrar que sabem o bom e velho futebol. Isto porque profissionais e empresários aproveitam o campeonato para descobrir futuros aspirantes a craques da categoria adulta.
 
O meia Nerisvaldo Neto e o centro avante Marlon Espírito Santo não escondem a ansiedade. Eles lembram que a viagem está prestes a vir – embarcam dia 1º de janeiro – e, junto com ela, a brecha para serem reconhecidos.
 
“Fui com o Gama no ano passado e agora vou com o Brasília. É uma oportunidade única. Saí de casa cedo para jogar futebol e quero a minha chance”, planeja Nerisvaldo, de 20 anos.
 
Com atletas que variam de 16 a 19 anos – idade máxima permitida para competir – o técnico Luiz Carlos gaba-se da equipe que formou. “Eles são muito unidos e às vezes levam o trabalho a sério demais. Tanto que tenho que dar uma descontraída. Eles são muito decididos no que querem para a vida”, relatou o comandante. Prova destas palavras é o silêncio e a concentração do grupo quando o técnico e comissão reuniram o time para passar as últimas informações antes da estreia.
 
 

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