Durante a madrugada, o grupo aumentou com a entrada de Celso Barros, presidente do principal patrocinador do clube, o diretor Fernando Gonçalves e o vice-presidente de futebol, Tote de Menezes. Com isso, a situação de Gusmão ficou insustentável e o clube comunicou oficialmente a decisão em coletiva na tarde deste domingo.
Visivelmente chateado com a situação, Branco explicou que a postura do time vem sendo um fator decisivo para os maus resultados. “Não posso ver o time apático, sem coração, sem orgulho de vestir a camisa. Vou ter uma conversa muito séria com os jogadores”, disparou.
O nome do substituto de Gusmão ainda não foi definido e Vinícuis Eutrópio assume a equipe interinamente. “Tenho na minha cabeça alguns nomes, mas não falei com ninguém. Não adianta trazer o melhor técnico. Ele não vai resolver se o jogador não lutar em campo. Esta atitude tem que mudar”, comentou Branco.
Mesmo sem o respaldo da diretoria, o trabalho do técnico foi poupado pelos jogadores. “O PC está totalmente livre de culpa disso. Ele faz tudo o que tem de ser feito”, afirmou o meia Carlos Alberto após o tropeço no Maracanã.
O próprio Paulo César não esbanjava confiança em sua permanência após a eliminação. “Quem tem de responder é a diretoria. Até agora, não me falaram nada”, disse o agora ex-técnico do Flu após a partida. “A gente sabe que futebol precisa de resultado e isso não vem acontecendo”, completou ainda neste sábado.
Em 2006, o Fluminense se caracterizou pelo rodízio que promoveu entre seus treinadores. O time, que começou o ano sob o comando de Ivo Wortmann, passou ainda por Paulo Campos, Josué Teixeira e Antônio Lopes, antes da contratação de Paulo César Gusmão.
Ao todo, Paulo César Gusmão comandou o time em apenas 16 partidas neste período. Sob sua regência, o Fluminense venceu três, empatou seis e perdeu sete jogos.
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