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Futebol

Para zagueiro, torcida corinthiana tem que saber separar as coisas

Arquivo Geral

26/02/2007 0h00

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O conselho do Corinthians se reúne nesta terça-feira para a de 100 conselheiros e as eleições da mesa do Conselho Deliberativo e dos membros do Cori. O resultado pode influenciar diretamente o futebol do clube, pois caso haja a vitória da oposição, o técnico Emerson Leão corre sério risco de demissão. Mesmo com os problemas extra-campo, os jogadores procuram se concentrar apenas dentro das quatro linhas.

O zagueiro Betão vai além da tentativa de blindar o elenco em meio às disputas políticas e pede para que a torcida também direcione suas atenções apenas para o que acontece nos gramados. Segundo o camisa 3, isso pode estar influenciando na seqüência negativa de quatro jogos sem vitórias.

“Aqui no Corinthians acontece um acúmulo de coisas. Houve a parceria, os resultados não foram bons, o time não conseguiu a vaga na Libertadores. Isso é um acúmulo muito grande e a gente, como jogador, tem de dividir isso. O torcedor precisa separar o que acontece fora de campo de dentro dele”, ponderou.

Para o zagueiro, a situação é muito delicada para o elenco se preocupar com os rumos tomados pelos cartolas nos bastidores. “Estamos em um momento delicado. Toda situação tem seus altos e baixos. Se tratando de Corinthians essa colocação não é satisfatória. Todo clube tem problemas extra-campo, mas aqui isso acaba se misturando”, completou.

Com 13 anos de Parque São Jorge, não é a primeira crise que Betão acompanha no Alvinegro. Até por isso, acha que os problemas podem ganhar uma pausa em caso de resultados positivos contra Pirambu, na quinta-feira, e o clássico frente ao Palmeiras, no próximo domingo.

“O Corinthians é um clube na fronteira entre o amor e o ódio. Nos últimos dias estamos sendo odiados e uma seqüência positiva nesses jogos para sermos amados. Se ganha do Palmeiras, todo mundo volta a ser craque”, avaliou.

Até os mais novos evitam assemelhar o caos administrativo com a crise técnica enfrentada pelo Alvinegro. “Eu estou começando agora, mas isso não vem ao caso. Tenho confiança no meu futebol, no meu trabalho. É apenas um momento que o Corinthians está passando e é necessário ter calma para recuperar as vitórias. Precisamos de tranqüilidade e confiança para deixar essa fase”, ponderou o meia William.

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