O período entre 12 de junho e 13 de julho será atípico para grande parte dos brasileiros, uma vez que o expediente de trabalho em dias de jogos da seleção brasileira ou que a cidade vá receber será reduzido.
Nem todas as pessoas, porém, podem desfrutar desse momento de lazer. Há quem vá perder a seleção brasileira correndo atrás da brazuca e, consequentemente, do hexacampeonato. O motivo é compreensível: muito serviço a fazer.
Em prol da sociedade
Entre os inúmeros casos está o de Bernardo Brandão, cabo Corpo de Bombeiros. Em 23 de junho, o Brasil vai enfrentar Camarões no Mané Garrincha, jogo que ele não terá o privilégio de assistir e dificilmente irá acompanhar. Sua escala de 24h de trabalho vai começar às 8h da manhã do dia 23 e terminar no dia seguinte.
De bom humor, Bernardo dribla a “culpa” de não acompanhar o duelo jogando a responsabilidade para a entidade máxima do futebol.
“Não fui eu que fui escalado pra trabalhar no dia do jogo. A Fifa que marcou o jogo para o dia que estava de serviço”, diverte-se.
Em seguida, ele destaca que o seu serviço é mais importante do que prestigiar os comandados de Luiz Felipe Scolari.
“A sociedade precisa de nós (dos bombeiros). E precisa 24h por dia. A gente torce para que a cidade esteja tranquila durante as partidas e, principalmente, que o pessoal comemore com moderação”, finaliza.
Caso não haja um grande número de ocorrências, o cabo Brandão poderá acompanhar as partidas no quartel do 11º Grupamento de Bombeiros Militar, no Lago Sul.
Colado no Radinho
Tão essencial quanto o serviço dos bombeiros, o transporte público também não vai parar. Para eles também vai ter Copa, e com muito serviço.
“O jeito vai ser acompanhar pelo rádio, não é? Não tem como deixar o serviço para trás por causa do futebol”, declara Maciel Rocha, cobrador da empresa Piracicabana, entregando em seguida: “Mas eu preferia estar em casa, assistindo aos jogos”, disse.
Torcedor do São Paulo, ele tem outras preocupações em mente. Maciel espera ser aprovado em breve nos testes para ser motorista da empresa.