A igualdade diante do Nacional, do Uruguai, deixou marcas no Palmeiras. Nesta sexta-feira, foi difícil esconder na Academia de Futebol um sentimento de abatimento pelo tropeço em casa no jogo válido pelas quartas de final da Copa Libertadores da América.
“Foi difícil para dormir, não consegui descansar direito”, reconheceu o volante Pierre, aparentando um semblante desgastado. “Saímos chateados de campo”, emendou.
Com o resultado, o Palmeiras volta a ficar “pendurado” na Libertadores. No jogo de volta, no estádio Centenário, o Verdão será obrigado a vencer ou buscar um empate por, no mínimo, dois gols.
Ainda assim, a ordem é manter a fé em mais uma reviravolta, como ocorreu nos jogos contra Colo Colo, no Chile, e Sport, na Ilha do Retiro, nas etapas anteriores do torneio continental. “Eu sou uma pessoa positiva. Se deu tudo certo uma, duas, três vezes, por que não pode acontecer outra vez?”, questionou Pierre.
A ansiedade é outro ponto que atormenta o grupo palmeirense. O jogo de volta contra o Nacional está marcado apenas para 17 de junho. “Houve um comentário geral entre nós jogadores: todos queriam que o jogo fosse agora, na quarta-feira”, admitiu Pierre.
Até o próximo compromisso na Libertadores, o Palmeiras não tem outra opção: precisa se concentrar no Campeonato Brasileiro. Atualmente, o Verdão está apenas em 11º lugar na competição. No domingo, o compromisso é contra o Barueri, fora de casa.
“É difícil jogar duas competições simultâneas. Deixar a Libertadores de lado é complicado, foi duro colocar a cabeça no travesseiro com o empate. Existe pressão. Queremos realizar um sonho na Libertadores. Mas temos que buscar uma vitória contra o Barueri para recuperar a confiança”, encerrou Pierre.