Menu
Futebol

Palmeiras preocupado com falta de gols até em rachão

Arquivo Geral

24/02/2007 0h00

Era somente um treino inocente no sábado, véspera de uma partida decisiva contra o São Caetano pelo Campeonato Paulista, mas o clima no Palmeiras segue tenso até no rachão comandado pelo técnico Caio Júnior. Durante a atividade, a carga de seis partidas sem vitórias no Estadual pesou e o principal problema da equipe vem à tona até nas brincadeiras: a falta de gols.

Divididos em duas equipes, cujos capitães eram o atacante Edmundo e o zagueiro Nen, as chances desperdiçadas deram o tom. O time de Nen acabou vencendo por 3 x 2, mas não sem protestos do Animal. Estreante como titular do Verdão no domingo, o centroavante Alemão integrou o selecionado de Edmundo e aofreu com a gozação do companheiro a cada chance perdida.

"Espero que isso não repita amanhã”, ‘repreendeu o Animal, fazendo uma avaliação nada animadora aos torcedores sobre sua equipe. “O time azul está parecendo o Palmeiras”. Em meio às brincadeiras de Edmundo, outros levaram os trabalhos sério demais. O zagueiro Pierre teve de ser atendido dentro de campo duas vezes, além de receber um curativo no dedinho da mão direita após entrada dura de Wendel.

Mais calmo após o treino, Wendel reconheceu que a falta de pontaria verde é um dos problemas atuais do Palmeiras e comemorou a ausência de jogos para aprimorar o fundamento. “O descanso de uma semana foi bom para treinar as finalizações”, disse.

O péssimo aproveitamento nas finalizações afetam até quem, teoricamente, está bem no clube. É o caso do meia Valdívia. O chileno ficou 30 minutos conversando a sós com o técnico Caio Júnior no gramado da Academia de Futebol, mas negou que a conversa tenha girado em torno de seu estilo pessoal de jogo. O treinador pede constantemente uma maior objetividade ao seu camisa 10 nas entrevistas.

Ninguém precisa falar o que eu tenho de fazer dentro de campo. Na hora das finalizações eu sei que não estou sendo exato. Sei quando cometo erros. Portanto, ninguém precisa me dizer nada”, retrucou, de forma dura.

Para El Mago, a queda de produção palmeirense é única e exclusivamente um problema técnico e tático, sem influências exteriores como, por exemplo, o atraso nos salários. “Jogador quando entra em campo tem de esquecer tudo. Seja problema familiar ou financeiro. Os problemas no Palmeiras não são os salários atrasados, mas sim a falta de gols”, concluiu.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado