No amistoso diante do México, antes da Copa América, David Luiz foi o capitão não ausência de Neymar. Mas o zagueiro virou reserva e a braçadeira foi para Miranda no primeiro jogo após a suspensão do atacante, motivo de honra para o tímido jogador do Atlético de Madri, informado sobre a função pouco antes da partida contra a Venezuela, nesse domingo.
“O Dunga me falou na preleção que eu seria o capitão e fiquei feliz por representar todos os lideres desse grupo. Fico honrado por vestir essa braçadeira”, comentou Miranda, que exerce um nível de relacionamento com os colegas que agrada ao treinador, além da capacidade técnica.
“Escolhi o Miranda por rendimento, comportamento e liderança tranquila com o grupo. Todos gostam da forma como ele atua, sempre pronto para orientar os companheiros. É um dos líderes que temos”, definiu o treinador, que quis dividir as lideranças enquanto não pode contar com Neymar, excluído por indisciplina do resto da Copa América.
Miranda ficou com a braçadeira, mesmo tendo como colega Thiago Silva, escolhido como capitão durante a Copa do Mundo no Brasil, no ano passado, e marcado por chorar demais e pedir para não bater pênaltis contra o Chile, nas oitavas de final. O novo dono da função, agora, se recusa a ficar isolado como líder do grupo.
“São importantes os líderes dentro de campo, mas não só quem leva a braçadeira. O jogo contra a Venezuela é uma demonstração de que temos vários líderes que, em um momento importante, chamaram a responsabilidade. Todos colocaram mais vontade e garra para superar tudo e conseguir uma vitória importante”, falou Miranda, avisando que, tecnicamente, é possível também suprir a ausência do capitão Neymar.
“O time tem condição de crescer. O Neymar faz falta em qualquer equipe do mundo, mas estamos sabendo suportar a pressão. O Paraguai é uma seleção muito sólida, que merece respeito. Mas somos o Brasil e temos que buscar a classificação”, disse o novo capitão, já pensando no jogo eliminatório pelas quartas de final da Copa América, no sábado.