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Futebol

Novo camisa 10 do Timão, Adriano se define em uma palavra: gol

Arquivo Geral

27/03/2011 22h13

Adriano já sabe o número que levará às costas no Corinthians. Mas quando for apresentado, além da camisa 10 do Timão, ele receberá uma missão: provar para quem lhe fechou as portas que sua contratação não é um problema.

“Se fosse um problema, ninguém me procuraria (para negociar)”, disse o Imperador ao Fantástico, da TV Globo, ao ser questionado sobre a justificativa da diretoria do Palmeiras para não entrar na disputa por ele após a rescisão com a Roma, no último dia 8.

Roberto Frizzo, vice-presidente de futebol do clube alviverde, disse ter receio de que a possível vinda do jogador prejudicasse o elenco atual. O Flamengo, seu clube de coração, também não o quis. Assumidamente chateado, ele rebateu a desconfiança dizendo que adora as críticas.

Adriano diz estar chegando ao Corinthians com o objetivo de conquistar o coração dos torcedores e, pelo menos no discurso, já começou a animá-los. Para ele, a contratação não é um problema. Muito pelo contrário: “É gol!”, brincou o centroavante.

O novo reforço deve ser apresentado na terça-feira, em cerimônia que por enquanto não tem local definido. Em fase final de recuperação de lesão no ombro, sofrida ainda na Itália, Adriano deve jogar apenas no Campeonato Brasileiro. Até lá, ele mesmo admite que precisará recuperar a melhor forma.

Problemas com álcool

O Imperador também falou sobre as polêmicas em que se envolveu ao longo da carreira, principalmente aquelas relacionadas ao uso de bebidas alcoólicas. Depois de garantir que consegue se controlar, ele admitiu que “deu mole” por ter se recusado a fazer o teste do bafômetro ao ser parado em blitz de trânsito no Rio de Janeiro, enquanto estava liberado pela Roma para tratar o ombro no Brasil.

“Tinha bebido umas cinco ou seis cervejas. Errei por estar dirigindo, mas não estava bêbado. Dei mole, mas hoje faria diferente”, contou ele.

“Imperador é um nome muito forte. Talvez por isso as pessoas tenham um pouco mais de raiva de mim, talvez porque eu sempre falei da minha comunidade. Mas hoje em dia tem polícia lá. Falo com a minha rapaziadinha, faço as mesmas coisas de sempre. Mas agora ninguém mais fala que sou traficante”, desabafou o camisa 10, que brincou com os próprios deslizes.

Ao ser questionado sobre as seguidas faltas e atrasos em treinos que mancharam sua trajetória em todos os clubes pelos quais passou, Adriano mostrou bom humor: “Farei o possível (para não faltar)”, sorriu.

 

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