Tempo. É essa a receita do volante Martinez para o Palmeiras acertar o passo, acabar com a série de seis partidas sem vencer e iniciar a arrancada rumo a uma das quatro vagas para as semifinais do Campeonato Paulista.
Depois de reclamar publicamente do técnico Caio Júnior por ter sido substituído no primeiro tempo do jogo contra o Bragantino, Martinez adotou um discurso mais ameno e, além de assegurar que não ficou nenhuma rusga em sua relação com o treinador, também tratou de defender o comandante palmeirense.
“Me coloco na pele do Caio Júnior e vejo o quanto é difícil, pois a cada semana tem um jogador estreando. Fica difícil trabalhar sem poder contar com todo mundo e não ter tempo para fazer coletivos. É muito complicado”, afirmou.
Questionado sobre o mal-estar ocorrido depois do empate contra o Bragantino, contemporizou: “Eu falei que não gostei de ser substituído, mas que respeitava a opinião dele. Não há problema algum e nossa convivência é a melhor possível”.
Disposto a ficar longe das polêmicas, Martinez, logo após apontar o grande número de mudanças na equipe como “culpada” pela má fase, afirmou que a diretoria não se equivocou no planejamento para a temporada.
“O Palmeiras foi o time que mais mudou de técnicos e de jogadores. Os outros times não foram tão radicais, mas isso não foi erro da diretoria. Como a troca foi maior aqui, precisamos de mais tempo”, raciocinou.
Seguindo a linha de pensamento do meio-campista, o zagueiro Edmílson também apontou a falta de tempo para treinos como culpada pelo baixo rendimento do time nos últimos jogos do Paulistão.
“Eu joguei nove das dez partidas, mas tem muitos jogadores do elenco com os quais eu nem treinei, pois quem joga muito acaba treinando menos. Essa semana sem jogo vai ser boa para o Caio Júnior preparar a equipe e também para o grupo se conhecer um pouco mais”.