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Futebol

Na despedida, Zé Roberto fala em tom de saudade do Santos

Arquivo Geral

19/06/2007 0h00

Mesmo depois de ter declarado toda sua gratidão ao Santos, o meio-campo Zé Roberto ainda segue relembrando os meses que defendeu a camisa alvinegra do time praiano. Nesta terça-feira, durante evento sobre lei de incentivo ao esporte realizado em São Paulo, o jogador voltou a falar com saudosismo do período em que esteve na equipe.


 


“Ficar no Brasil não era um desejo só meu, mas também da torcida. Talvez se tivéssemos vencido a Libertadores, para disputar ao Mundial, eu pudesse ficar mais. Foi muito difícil tomar esta decisão, já que eu vivia meu melhor momento no país. É triste, porque foram dez meses que pareceram dez anos, de tão intenso. Mas assim é a vida, né?”, conformou-se.


 


Em tom nostálgico, Zé Roberto ainda lembrou quais foram seus momentos mais marcantes com a camisa dez do Santos. Por coincidência, o gol mais bonito e o momento mais importante aconteceram na Libertadores. O primeiro foi marcado ainda na fase de grupos da competição sul-americana, enquanto o segundo aconteceu nas semifinais.


 


“Acho que meu melhor gol foi contra o Gimnasia (y Esgrima, da Argentina). Já o jogo foi contra o Grêmio, quando eu marquei o segundo gol (aos 31 do segundo tempo), que reanimou a equipe. O meu melhor momento no Santos foram estes 90 minutos mesmo”, lembrou.


 


Apontado como o principal jogador em atividade no futebol brasileiro, o ex-meio-campo santista listou também aqueles que seriam seus substitutos naturais. “Acho que o Valdívia (Palmeiras), que chegou agora a pouco e já se adaptou bem; o Romário (Vasco) e o Dodô (Botafogo) também devem crescer até o final do Brasileirão”, concluiu.

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