Depois da vitória no clássico contra o Corinthians, o São Paulo começa nesta quarta-feira a disputar a Libertadores da América, a prioridade da temporada e grande xodó de seus torcedores. No primeiro obstáculo, o Tricolor entra em campo com total favoritismo diante dos chilenos do Audax Italiano, um desconhecido que atua pela primeira vez no torneio sul-americano. O confronto acontece no estádio San Carlos de Apoquindo, a partir das 21h45.
O ânimo tricolor cresceu muito após o sucesso diante do Timão. Afinal, o São Paulo apresentou um desempenho parecido com o do ano passado, quando conquistou com folga o Campeonato Brasileiro. “Pudemos ver um time competitivo no clássico”, comemorou o goleiro Rogério Ceni.
Além disso, fica clara a importância dada tanto por diretoria como pela própria torcida para o título continental. “Realmente é uma situação inédita para o clube disputar a quarta Libertadores seguida. Sabemos que atendemos a uma vontade de nossa torcida e também a um projeto nosso”, disse o vice de futebol Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.
A experiência é um ponto favorável para o time brasileiro diante do Audax Italiano. O goleiro Rogério Ceni disputa sua quarta Libertadores como titular. O lateral Júnior e o volante Josué também estiveram na conquista de 2005. “O São Paulo tem uma trajetória positiva na Libertadores. É a melhor competição a ser disputada”, comemorou Josué.
No entanto, o São Paulo prefere ficar sem o peso do favoritismo para a título da competição. Clubes importantes como Boca Juniors e River Plate, da Argentina, além dos brasileiros Santos, Grêmio e Internacional aparecem com grandes possibilidades de conquista. “Não somos favoritos. Estamos apenas em um grupo que pode ser campeão”, analisou o goleiro Rogério Ceni.
Prevenido, o camisa um sabe que os jogos no exterior reservam surpresas. Portanto, o Tricolor não pode ficar iludido com a falta de tradição do Audax Italiano. “Sabemos que é uma grande equipe, está na ponta do Campeonato Chileno. O Audax não é tão tradicional, mas tem seus méritos”, observou Rogério Ceni.
A escalação são-paulina para a estréia na Libertadores ainda permanece um mistério. A expectativa é que a formação com três zagueiros que fez sucesso diante do Corinthians seja mantida. Contundidos, o lateral Ilsinho, o meia Souza e o atacante Borges seguem fora. O clube também luta para regularizar até a hora do jogo junto à Fifa a situação do meia Jorge Wagner. Já o atacante Marcel tenta melhorar a parte física e nem viajou ao Chile.
No Audax Italiano, a tática é admitir a superioridade são-paulina. Mas o time chileno acredita em sua determinação para surpreender o tricampeão da América. “O São Paulo tem todos os méritos pelo que já fez, mas estaremos jogando em casa e precisamos mostrar a garra e atitude de jogos anteriores”, aconselhou o técnico Raúl Toro.
Sem grandes estrelas, o time chileno não esconde a ansiedade de entrar em campo pela primeira vez na Libertadores. “É uma competição linda de se jogar. Mas não podemos cometer erros e dar chance aos nossos adversários. Estamos acostumados só com as partidas locais, mas temos armas para superar o São Paulo”, avisou o uruguaio Sergio Scotti.
FICHA TÉCNICA – AUDAX ITALIANO-CHI X SÃO PAULO-BRA
Local: Estádio San Carlos de Apoquindo, em Santiago (Chile)
Data: 14 de fevereiro de 2007, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Silvera (Uruguai)
Assistentes: Gustavo Siegler e Edgardo Acosta (ambos do Uruguai).
AUDAX ITALIANO: Nicolás Peric, Boris Rieloff, Juan González, Jorge Carrasco, Roberto Cereceda, Carlos Garrido, Sergio Scotti, Miguel Angel Romero, Carlos Villanueva, Rodolfo Moya e Franco Di Santo.
Técnico: Raúl Toro.
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Alex Silva, André Dias e Miranda; Reasco, Josué, Fredson, Lenilson e Jadilson; Leandro e Aloísio
Técnico: Muricy Ramalho.