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Futebol

Na base da naturalidade, Inter vira sobre Jorge Wilstermann e assume liderança

Arquivo Geral

16/03/2011 22h14

O Inter fez o que se espera diante de um adversário fraco na Libertadores. Nem mesmo os 2,6 mil metros de altitude foram problema para a vitória por 4 a 1 sobre o fraco Jorge Wilstermann, da Segunda Divisão Boliviana. Um dos apelidos do adversário é Hércules. Mas a alcunha do herói da mitologia grega é a única força que o time apresenta. Aproveitando-se da fragilidade, o placar foi construído, não sem antes a defesa falhar e os donos da casa abrirem o placar.

Os três pontos deixam os gaúchos na ponta do Grupo 6, com sete pontos. O Wilster é o lanterna sem pontuar. Entre eles aparecem o Jaguares, com seis, e o Emelec, com quatro. Os dois se enfrentam ainda nesta quarta-feira, na abertura do returno da chave.

Não fossem as duas falhas consecutivas em lances pelo alto no começo do jogo, a equipe de Celso Roth teria feito uma atuação irretocável. O gol de Brown, aos 7 minutos, não incomodou os brasileiros.

Mostrando naturalidade e economizando energia, os colorados foram aproveitando os erros da ingênua marcação boliviana. Em dois minutos, entre os 16 e os 18, a virada ocorreu. Brown, contra, fez o primeiro do Inter. Damião e Zé Roberto ampliaram, ainda no primeiro tempo. Nos minutos finais, Kleber deixou o resultado um pouco mais elástico.

Os dois times voltam a se enfrentar em 30 de março, no Beira-Rio.

O jogo – A única força que o Inter precisou fazer em campo foi para sofrer um gol no início do jogo de um time da segunda divisão da Bolívia. Em quatro bolas levantadas na área gaúcha, o Jorge Wilstermann levou vantagem em duas. Na primeira, logo aos 40 segundos, Lauro salvou a cabeçada de Toscanini. Aos 7, o desvio de Brown resultou em redes balançando. Fora esse lance, todo o resto apareceu com naturalidade.

Os colorados mantiveram a calma. Tocaram a bola, evitando chutões e impedindo a correria na altitude do Cochabamba. Aproveitaram as falhas, até certo ponto ingênuas, dos bolivianos. Nas costas dos alas havia latifúndios prontos para produzir. Os espaços foram aproveitados.

Oscar manteve seu desempenho dos últimos jogos, aparecendo nos momentos decisivos. Aos 16 minutos, o meia chegou ao fundo e centrou, Brown fez movimento com a cabeça como se fosse centroavante e marcou contra.

O Inter tem o seu número 9, não precisa de zagueiro adversário para fazer gol. Leandro Damião, 60 segundos após o primeiro gol, se desvencilhou do zagueiro e em um movimento acrobático, parecendo um animal invertebrado, acertando a bola com a testa quase com todo o seu corpo na horizontal, virou o jogo.

Os gaúchos precisaram de dois minutos para reverteram o pequeno problema em que se meteram no começo do confronto. O placar a favor deu total controle do confronto, abolindo os erros crassos a vitória seria conquistada sem dificuldades.

As habilidades de Damião seguem surgindo. Além de fazer gol de todas as maneiras, ele mostrou aptidão para servir. Agora pelo chão, artilheiro vermelho em 2011, com 13 gols, invadiu a área, tocou para o lado na saída do goleiro, e disse para Zé Roberto “faz”. O meia fez. Marcou o seu primeiro gol com a camisa colorada.

Mesmo que Tinga não tenha voltado para o segundo tempo por problemas físicos e Celso Roth colocado Wilson Matias para atuar como terceiro zagueiro, recuando um pouco a equipe, Los Aviadores não ofereceram perigo.

O menor ímpeto não impediu o Inter de criar. Foram quatro oportunidades. Zé Roberto desperdiçou três. A outra Damião tocou de cabeça, mas errou o alvo. Na quinta, Kleber aproveito ao receber livra na área, ampliando o escore, aos 36 minutos. O Inter cumpriu a sua missão.

 

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