A série de contusões graves no joelho – com o meia Kerlon (Cruzeiro) e os atacantes Alemão (Palmeiras) e Nilmar (Corinthians) – ocorridas no último final de semana precisa ser investigada de forma profunda. Essa é a opinião do técnico Muricy Ramalho, que viveu problema semelhante nos anos 70 quando defendia dentro de campo as cores do São Paulo.
”Quando acontece o fato, aparece um monte de teorias, conversas. A gente nunca senta para solucionar. Porque não fazem um congresso com especialistas, médicos, fisioterapeutas e representantes das fábricas de chuteiras?”, sugeriu.
Para Muricy, não existe uma explicação específica para as últimas contusões. Por outro lado, o treinador lembra que, em sua época como jogador, esse tipo de lesão já acontecia com muita incidência.
“Antigamente machucava muito, mas a divulgação era pouca. O Kerlon, por exemplo, iria se contundir em Belo Horizonte e ninguém ia ficar sabendo”, explicou.
No caso de sua lesão, Muricy Ramalho lembra que foi vítima da falta de recursos da medicina e quase teve que abandonar os gramados. “Ninguém queria me operar, por se tratar de um jogador famoso. Havia medo de dar errado. Depois de passar por dez médicos, fizeram um enxerto em meu joelho”, afirmou.
Apesar de todas as sugestões, Muricy Ramalho tem poucas esperanças de que o problema seja resolvido em breve. “Pode ter certeza, daqui uma semana já esqueceram tudo isso”, lamentou o técnico do São Paulo.