A eliminação diante do Fluminense na Copa Libertadores desta temporada fez o técnico Muricy Ramalho sofrer uma forte pressão no São Paulo. No entanto, mantido por Juvenal Juvêncio à frente da equipe, o treinador está agora diante da possibilidade de se sagrar campeão brasileiro justamente em um jogo contra a equipe carioca. Apesar da recuperação, o comandante descarta o clima de revanche para a partida de domingo.
“Não tem isso de falar em revanche. Sei que tem gente que usa essas coisas, mas não gosto de usar e não vou mudar. Vou fazer o mesmo de toda a semana. Verei como vamos marcar o Fluminense, quem será o árbitro e como vamos nos portar. Falamos daquele jogo (da Libertadores), mas eles tiveram méritos. Você não pode ir para esta partida com um sentimento ruim porque não se concentra”, afirmou.
O Fluminense eliminou o São Paulo nas quartas-de-final da Libertadores, quando Washington marcou o gol da classificação carioca nos acréscimos. Mesmo assim, o treinador evita usar a derrota passada como um fator para dar mais motivação ao elenco, que pode se tornar campeão brasileiro no domingo em caso de vitória no Morumbi.
“Não posso ficar falando disso para os jogadores porque é bobagem criar esse clima. É mais importante ficarem cientes do que vão fazer. Se começo a pôr pilha, não dá para saber como vão reagir”, acrescentou. Apesar de descartar a revanche, Muricy admite que foi complicado superar a frustração pelo adeus precoce ao torneio.
“Se o clube não tiver comando, você não reage de jeito nenhum porque o momento é terrível. As pessoas não imaginam o que sentimos naquele gol do Fluminense. Você não consegue entender e se faz mil perguntas, mesmo sabendo que no domingo seguinte já tem jogo no Brasileiro”, recorda.
Muricy ainda apontou Juvenal Juvêncio como responsável por sua permanência no clube e lembrou que outras equipes não conseguem se recuperar após uma eliminação no torneio continental.
“Se o clube não tiver convicção no que faz e um presidente forte, as pessoas não aceitam a derrota. Alguns clubes não se recuperam porque só têm tempo de procurar o culpado pela Libertadores que perdeu. Felizmente, o São Paulo tem presidente forte, que comanda bem as pessoas ao lado. E sei também como lidar com a situação”, finalizou.