A agressão de sua torcida ao goleiro Akinfeev deve render duras punições da Uefa à Federação Montenegrina. Também por isso o secretário-geral da entidade clama pelo fim deste tipo de manifestação nos estádios. Lamentando o incidente, Momir Djurdjevac pede o fim do clima de guerra no futebol.
“É uma catástrofe. Esta foi a gota que fez o copo transbordar, e alguém deve dar um basta. Isto não leva a lugar algum”, esbraveja o porta-voz. “Que jogadores responderão à convocação no futuro se vão jogar nestas condições?”, questiona, classificando a agressão como “uma hipocrisia e uma selvajaria jamais vistas”.
Válido pelo grupo G das Eliminatórias da Eurocopa, a partida entre Montenegro e Rússia durou pouco antes da tragédia. O goleiro Akinfeev foi acertado por um sinalizador poucos segundos após o apito inicial, tendo sido transportado imediatamente ao hospital devido às queimaduras.
A partida foi interrompida por cerca de meia hora antes do reinício. Ainda assim, teve que ser suspensa aos 21 minutos do segundo tempo porque montenegrinos voltaram a atirar artefatos no campo.
A agressividade montenegrina tem a ver com o passado conflituoso da região dos Bálcãs. Conquistada a independência da Sérvia apenas em 2006, o país guarda grande rancor às nações vizinhas que compunham a Iugoslávia no Século XX. Potencializado pelo clima bélico do futebol do leste europeu, o contexto violento estourou na partida contra a Rússia.