Autor do gol da vitória no clássico desse domingo, contra o São Paulo, na Vila Belmiro, o meia Molina temia por uma punição do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP), que poderia lhe tirar das próximas partidas do Campeonato Paulista. No entanto, em julgamento na noite desta segunda-feira, o tribunal resolveu absolver o colombiano por sua expulsão na partida contra o Marília, em que o Peixe foi derrotado por 1 a 0, em 12 de fevereiro.
Denunciado no artigo 253 (Praticar agressão física contra o árbitro ou seus auxiliares, ou contra qualquer outro participante do evento desportivo) combinado com o 157 II (tentada quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente), ambos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que poderia lhe render uma suspensão de 60 a 270 dias, Molina se defendeu perante o júri, dizendo não ser uma pessoa agressiva, além de garantir que não teve a intenção de agredir Fabiano Gadelha e que ficou surpreso com a expulsão.
O gerente jurídico do Peixe, Mário Mello, também fez a sua argumentação, baseado num desequilíbrio momentâneo do meia, devido às circunstâncias do confronto e pedindo a absolvição do santista.
Baseados nesses argumentos, os auditores do TJD-SP votaram pela absolvição de Molina. Apenas o relator, Dr. Antônio Ravani, discordou da decisão do restante do júri, votando pela desclassificação da infração do artigo 253 para o 255 do CBJD, aplicando uma partida de penalização ao colombiano.
Com essa decisão do tribunal, Molina está livre para atuar contra o Oeste, de Itápolis, no próximo sábado, no Pacaembu, pela 12° rodada do Paulistão.