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Futebol

Melhor da Holanda, Afonso reclama de escravidão e racismo

Arquivo Geral

06/09/2007 0h00

O prêmio de “melhor jogador da Holanda” parece não ter amenizado a insatisfação do atacante Afonso Alves em continuar atuando no Heerenveen, da Holanda. O brasileiro, que já não havia comparecido a festa que entregaria o troféu, voltou a repetir que o clube não quis negociá-lo mesmo com boas propostas.



“Depois da última sexta-feira (limite do prazo para negociações na Europa), quando esperei até o último momento por uma decisão sensata do meu clube, não estou mesmo em clima de festa. O Heerenveen teve a oportunidade de me negociar por um preço superior a quatro vezes o que pagou por mim há um ano”, irritou-se o atacante, que estará com a seleção brasileira nos amistosos contra Estados Unidos e Japão.


 


Para piorar a situação, no site oficial do jogador há declarações do assessor de imprensa acusando o Heerenveen de “escravizar” o atacante. “Muito se fala da existência de trabalho escravo no Brasil (…) O que causa maior estranheza é perceber que em alguns cantões da liberal Holanda também há instintos escravocratas aflorando em pleno século XXI. O SC Heerenveen recebeu várias propostas tentadoras pela cessão dos direitos federativos e econômicos do atleta. Porém, dirigentes amadores, dotados de uma miopia futebolística atávica, fizeram ouvidos moucos e preferiram prender o jogador”, acusou Wagner Augusto Álvares de Freitas.


 


E o assessor também foi direto ao afirmar que Afonso sofre de racismo na Holanda. “Quiseram obrigar Afonso Alves a comparecer a uma cerimônia em que seria entregue a premiação aos destaques da temporada passada. (…) Como comparecer a um evento em que torcedores motivados por alucinações nazistas não hesitariam em xingar o atleta de macaquinho, como fazem nas ruas de Heerenveen?”, questionou.


 


Afonso Alves apareceu no cenário internacional na última temporada, quando marcou 34 gols em 31 jogos pelo Campeonato Holandês. O desempenho o transformou no terceiro maior artilheiro do futebol europeu e fez com que o técnico Dunga o convocasse para a seleção brasileira.

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