O meia australiano Mark Bresciano deu o veredito que o técnico da seleção, Ange Postecoglu, queria ouvir: ele declarou que está pronto para atuar na estreia da Copa do Mundo contra o Chile, no dia 13 de junho, na Arena Pantanal.
Depois de um cauteloso tratamento nas últimas duas semanas, o jogador entrou em campo por meia hora durante a derrota por 1 a 0 para a Croácia, na última sexta-feira, em jogo amistoso. Assim, ele provou que está pronto para atuar contra os chilenos após recuperação de lesão na coluna.
“Eu esperava voltar e estou feliz de que tenha sido mais cedo”, afirmou Bresciano. “Estou bem e agora tenho essa semana para treinar para o jogo contra o Chile”, disse. “Antes, quando uma lesão como essa acontecia, demorava um pouco mais para me recuperar. A ajuda dos fisioterapeutas e esse tempo de descanso me ajudaram a recuperar mais rápido”.
O australiano explicou a razão de se sentir preparado para a partida inicial. “Sobre a lesão, é basicamente dor. Se eu posso tolerá-la, então tudo bem”, declarou. “Eu já tive essa lesão antes e me recuperei bem. Não é uma coisa impossível de se fazer, espero que eu possa começar e jogar os 90 minutos”.
Sobre o amistoso da última sexta-feira, Bresciano acha que a forma de jogar do Chile é diferente da maneira de atuar dos croatas. “Há países que jogam um estilo de futebol diferente. Achamos que o Chile irá nos pressionar, tentar se impor o máximo que puder”, argumentou. “Individualmente, os jogadores são muito técnicos, muito rápidos, muito fortes. Temos que trabalhar nessa semana para nos defendermos bem”.
Ainda sobre a partida contra a Croácia, Bresciano focou no seu significado para o elenco. “Foi muito importante para nós, jogadores, saber que contra uma seleção tão forte como a Croácia, nós poderíamos ter saído com um resultado melhor. Isso aumenta a nossa confiança, o que é muito importante para a estreia no Mundial”.
Com 34 anos e na sua terceira Copa do Mundo, o australiano afirmou que jogar no Brasil é muito inspirador tanto para os atletas mais jovens, quanto para os mais experientes. “Só de estar aqui, num país tradicional no futebol, de onde alguns dos melhores jogadores do mundo vieram, já é especial e eu tive essa oportunidade apenas agora, com mais experiência”, concluiu.