Depois da morte de três jogadores de futebol na última semana, especialistas em cardiologia pediram que exames cardíacos se tornem rotina em todas as competições esportivas.
De acordo com Domenico Corrado, da Escola Médica da Universidade de Pádua, na Itália, tal experiência foi aplicada com sucesso no país, onde os exames cardíacos são obrigatórios, mostrou um custo baixo e reduziu drasticamente os riscos de pessoas jovens morrerem nos campos. Segundo o médico, atividades esportivas compulsórias podem matar atletas aparentemente saudáveis, se estes apresentam problemas congênitos ou cardíacos.
“Não é o esporte em si que é a causa desta mortalidade crescente. Isto age como uma faísca para o surgimento de arritmias ventriculares em atletas que são afetados por doenças cardiovasculares”, disse Corrado.
De acordo com o que o médico italiano apresentou no congresso anual da Sociedade Européia de Cardiologia, a taxa de mortes súbitas entre jogadores na região de Veneto diminuiu de 89 para 0,4 por cento entre 100 mil indivíduos desde 1981, quando os exames preventivos se tornaram obrigatórios.
O programa italiano inclui exames de eletrocardiograma e investigações do histórico pessoal e familiar de cada atleta, tudo isto custando em tono de 50 e 60 de euros (aproximadamente 130 e 160 reais) por indivíduo.
De acordo com alguns especialistas, a efetividade do método italiano é questionável, pois podem não revelar doenças em todas as pessoas. De acordo com Viviane Conraads, cardilogista do Hospital Universitário de Antuérpia, na Bélgica, a prática de exercícios físicos não é necessariamente a causa de mortes súbitas na vasta maioria das pessoas.
“Não há evidência que pessoas saudáveis entrarão em colapso durante um jogo de futebol”, disse a médica. A Federação Internacional de Futebol (Fifa) disse na semana passada que considerará a extensão de exames médicos neste sentido a todos os campeonatos internacionais, para que casos como a morte do meia espanhol Antonio Puerta, ocorrida na semana passada, se repitam. E o incidente com o jogador do Sevilla não foi um fato isolado.
Um dia depois do falecimento de Puerta, o atacante Chaswe Nsofwa, da Zâmbia, morreu por causa de um colapso cardíaco durante um treinamento de seu time, o israelense Hapoel Beer Sheeva. Há um mês, um atleta de 16 anos do clube inglês da terceira divisão Walsall também expirou após sofrer um mal semelhante.
Não há um número global de estatísticas para casos de falência cardíaca entre jogadores de futebol, embora se estime que 1000 mortes aconteçam todos os anos por causa destes problemas.
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“Não é o esporte em si que é a causa desta mortalidade crescente. Isto age como uma faísca para o surgimento de arritmias ventriculares em atletas que são afetados por doenças cardiovasculares”, disse Corrado.
De acordo com o que o médico italiano apresentou no congresso anual da Sociedade Européia de Cardiologia, a taxa de mortes súbitas entre jogadores na região de Veneto diminuiu de 89 para 0,4 por cento entre 100 mil indivíduos desde 1981, quando os exames preventivos se tornaram obrigatórios.
O programa italiano inclui exames de eletrocardiograma e investigações do histórico pessoal e familiar de cada atleta, tudo isto custando em tono de 50 e 60 de euros (aproximadamente 130 e 160 reais) por indivíduo.
De acordo com alguns especialistas, a efetividade do método italiano é questionável, pois podem não revelar doenças em todas as pessoas. De acordo com Viviane Conraads, cardilogista do Hospital Universitário de Antuérpia, na Bélgica, a prática de exercícios físicos não é necessariamente a causa de mortes súbitas na vasta maioria das pessoas.
“Não há evidência que pessoas saudáveis entrarão em colapso durante um jogo de futebol”, disse a médica. A Federação Internacional de Futebol (Fifa) disse na semana passada que considerará a extensão de exames médicos neste sentido a todos os campeonatos internacionais, para que casos como a morte do meia espanhol Antonio Puerta, ocorrida na semana passada, se repitam. E o incidente com o jogador do Sevilla não foi um fato isolado.
Um dia depois do falecimento de Puerta, o atacante Chaswe Nsofwa, da Zâmbia, morreu por causa de um colapso cardíaco durante um treinamento de seu time, o israelense Hapoel Beer Sheeva. Há um mês, um atleta de 16 anos do clube inglês da terceira divisão Walsall também expirou após sofrer um mal semelhante.
Não há um número global de estatísticas para casos de falência cardíaca entre jogadores de futebol, embora se estime que 1000 mortes aconteçam todos os anos por causa destes problemas.
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