Depois de confirmar a lesão do ligamento do joelho esquerdo do atacante Nilmar, o médico do Corinthians, Paulo de Faria, classificou a contusão como uma fatalidade e explicou que o atleta passará por tratamento durante esta semana para ser submetido pela cirurgia na terça-feira, dia 13.
“Fizemos a ressonância magnética que, infelizmente, confirmou o que estávamos esperando, que é a lesão do ligamento cruzado anterior. Foi uma fatalidade. Como está bastante inchado, teremos de aguardar com tratamento com gelo para fazer a intervenção. A previsão é de que ele passe pela cirurgia na terça”, explicou.
A operação será realizada pelo médico da seleção brasileira, José Luiz Runco, que foi quem comandou também a primeira cirurgia do atacante, quando o atleta rompeu o ligamento do joelho direito, em julho do ano passado, em outro clássico contra o Palmeiras.
O jogo de domingo foi apenas o quinto compromisso de Nilmar no ano, depois de um período de sete meses se recuperando da cirurgia passada. Apesar do curto espaço de tempo entre as contusões, Paulo de Faria negou que o atleta tenha retornado precipitadamente aos gramados.
“Ele passou por um período de reavaliação antes de jogar e foi submetido a um exame de isocinética, que avalia o equilíbrio muscular e nos mostra a necessidade de trabalhar mais para suprir alguma deficiência. Isso nós não fazemos só com quem vem de cirurgia, mas também com todos do elenco”, esclareceu.
Apesar da nova lesão do atacante no Morumbi (mesmo palco da contusão passada), Paulo de Faria negou que o gramado do estádio tenha sido o causador do problema, assim como também isentou a chuteira. “Não pode ser usado o mesmo modelo de chuteira dos gramados da Europa, mas isso não justifica. Já o gramado do Morumbi é ótimo, também não tem relação”, comentou.
Retornando a bater em uma tecla recorrente do futebol nacional, o médico lamentou o calendário apertado que os clubes encaram atualmente. “Com certeza o calendário influi. Nas décadas de 1960 e 70, eles eram jogadores de futebol. Hoje, o futebol é mais intenso do que um tempo atrás e eles têm de ser jogadores e atletas. Mas não dá para determinar realmente, foi mais fatalidade mesmo”, explicou.